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Brasil

Brics: Governo Lula lida com campo minado diplomático em 1ª reunião

Brasil assumiu a presidência do Brics em 2025 e governo Lula quer atenção nas agendas com a Rússia, China e Irã

09/01/2025 19:57, atualizado 09/01/2025 20:15
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Reprodução/ Canal Gov
imagem colorida de Lula, que participa de encontro do Brics, ao microfone - Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve nessa quinta-feira (9/1) a sua primeira reunião sobre a posição do Brasil na presidência do Brics em 2025.

De acordo com interlocutores, a conversa teve tom preparatório, mas evidenciou a preocupação do Planalto com quais nomes convidar e quais deixar de fora dos encontros preparatórios e da Cúpula do bloco, que está programada para ocorrer em julho, no Rio de Janeiro.

A maior dúvida é sobre como se dará a participação da Rússia e, também, da China. Os russos enfrentam sanções por causa da guerra na Ucrânia, e o presidente Vladimir Putin é alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional.

Sobre os chineses, o cuidado envolve a guerra comercial promovida com a Europa e os Estados Unidos.

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Participaram da reunião com Lula os ministros Rui Costa (Casa Civil), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda) e Márcio Macêdo (Secretaria-Geral).

Também compareceram a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior; o assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República, Celso Amorim; e o secretário de Política Econômica da Fazenda, Guilherme Mello.

Brasil na presidência

O Brics é formado originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Recentemente, mais membros aderiram: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã. As agendas com os iranianos, em meio à guerra de Israel na Palestina, também é motivo de atenção.

O Brasil assumiu a presidência do Brics no dia 1/1 e segue até o fim de 2025. Em seu primeiro ato na presidência do bloco, o governo Lula anunciou que a Indonésia se juntara na condição de membro pleno.