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Brasil

Brasil precisa ter responsabilidade fiscal para atrair investidor, diz Lula

Em discurso, presidente defendeu que o país precisa de uma "economia arrumada". Declaração ocorre em meio a ruídos sobre a política fiscal

05/11/2026 18:26
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Brasil precisa ter responsabilidade fiscal para atrair investidor, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (5/11) que é preciso ter “seriedade” e responsabilidade fiscal para atrair investimentos para o Brasil. A declaração ocorre após ruídos sobre o rumo da política fiscal do país.

“Se a gente quiser atrair capital, temos que ter seriedade. Ninguém vai colocar dinheiro aqui por causa dos belos cabelos do Lula e do [Geraldo] Alckmin […] as pessoas vão colocar dinheiro aqui se elas perceberem que o investimento delas vai criar o benefício para os objetivos dela e, ao mesmo tempo, gerar retorno financeiro para os seus investimentos”, afirmou o presidente durante a reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos.

Durante o discurso, o petista disse ainda que o país precisa ter uma “economia arrumada” para conquistar investidores. Trata-se de um ajuste de tom em relação à postura que o petista adotou ao longo do mandato e na campanha eleitoral. Por vezes, Lula fez duras críticas ao mercado financeiro diante da cobrança por um ajuste fiscal. O presidente defende equilibrar a responsabilidade fiscal com gastos no social.

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“É por isso que temos que ter responsabilidade jurídica, é por isso que nós temos que ter responsabilidade fiscal, é por isso que a gente não pode brincar de fazer parcerias, de fazer o projeto que nós estamos fazendo”, declarou o petista. “Para a gente atrair, a gente vai ter que ter uma economia arrumada. Ninguém vai querer vir fazer investimento numa economia totalmente desordenada. As pessoas querem saber se nós estamos falando sério”, frisou.

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Mais cedo, Lula se reuniu com ministros e economistas para debater saídas para melhorar as contas públicas. Segundo o titular da Fazenda, Dario Durigan, na ocasião não foram discutidas medidas específicas. Ele deve ouvir opiniões técnicas antes de apresentar propostas ao presidente.

Pressão

Após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, aumentou a pressão sobre o governo por medidas para equilibrar as contas públicas. Desde o último dia 25, a bolsa de valores perdeu mais de 30 mil pontos. O dólar, que estava abaixo de R$ 5, disparou e valia R$ 5,49 na tarde desta quinta.

Na quarta, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75%, interrompendo o ciclo de cortes. O colegiado sinaliza a política fiscal do governo como um fator para a decisão.

“O Comitê segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”, diz trecho do comunicado do Copom.