Brasil passa pela 1ª vez dos EUA em ranking de liberdade de imprensa

País subiu cinco posições e agora está no 52º lugar, enquanto os EUA caíram sete e foram para a 64ª posição

atualizado

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Foto: Nathan Howard/Getty Images
President Trump Makes a Statement From White House After Possible Shooting At WHCA Dinner
1 de 1 President Trump Makes a Statement From White House After Possible Shooting At WHCA Dinner - Foto: Foto: Nathan Howard/Getty Images

O Brasil subiu cinco posições no ranking de liberdade de imprensa do Repórteres Sem Fronteiras e ultrapassou pela primeira vez os Estados Unidos, que caíram sete posições. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (30/4) e também mostrou que a liberdade de imprensa no mundo está no nível mais baixo em 25 anos.

Com as cinco posições que o Brasil subiu, o país agora ocupa o 52º lugar. O documento destaca que a recuperação do Brasil vai na contramão de outros países do continente americano.

“Apesar de algumas recuperações nos últimos anos, como a do Brasil, a história recente da liberdade de imprensa no continente em geral é marcada por duas tendências: o aumento da violência cometida por agentes do crime organizado e a violência proveniente de forças políticas”, diz o relatório.

Segundo o Repórteres Sem Fronteiras, desde 2022, a queda no ranking dos 28 países americanos (-14 pontos) é semelhante à observada nas duas áreas mais perigosas do mundo para jornalistas: as regiões Europa Oriental – Ásia Central e o Oriente Médio e Norte da África.

No caso dos Estados Unidos, o país ocupa a 64ª posição. A ONG aponta como um dos culpados pela queda os ataques do presidente Donald Trump contra a imprensa. Elenca ainda a detenção do jornalista salvadorenho Mário Guevara, seguida de sua expulsão. Guevara foi deportado após transmitir um protesto contra as políticas do governo Trump.

O documento cita que apoiadores de Trump na América Latina, como Javier Milei e Nayib Bukele, seguem a mesma estratégia que ele. A Argentina caiu oito posições e agora ocupa o 98º lugar, já El Salvador teve queda de oito posições, indo ao 143º lugar.

O ranking avalia 180 países com cinco indicadores: contexto político, arcabouço jurídico, contexto econômico, contexto sociocultural e segurança.

Outros achados

A Noruega ocupa o primeiro lugar do ranking há 10 anos. Já o último lugar ficou com a Eritreia, na África Oriental, pelo terceiro ano consecutivo. No país, está detido há 25 anos Dawit Isaak, o jornalista que está há mais tempo preso sem julgamento no mundo.

Por outro lado, a Síria foi o país que mais progrediu em 2026. Todos os indicadores subiram após a queda do ditador Bashar al-Assad. Mas, mesmo com a melhora, a situação do país, que está na 141ª posição, ainda é considerada “grave” pelo relatório.

 

 

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