
Fábia OliveiraColunas

No Troféu Imprensa, Bonner diz se chorou ao deixar o Jornal Nacional
Durante o Troféu Imprensa, William Bonner se emocionou após uma pergunta de Patrícia Abravanel e falou sobre os anos à frente do JN
atualizado
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O SBT realizou na tarde desta quarta-feira (15/4) a gravação de mais uma edição do Troféu Imprensa, premiação que celebra os talentos da TV brasileira. Pela primeira vez, o jornalista William Bonner, da TV Globo, marcou presença na atração e falou sobre os bastidores de sua saída do Jornal Nacional, em novembro do ano passado.
O atual apresentador do Globo Repórter apareceu no palco da premiação, comandada por Patrícia Abravanel e Celso Portiolli, para buscar os troféus faturados por ele e pelo Jornal Nacional ao longo dos anos. Ao todo, ele deixou o programa com 33 estatuetas. A coluna Fábia Oliveira acompanhou tudo e te conta os detalhes.
Durante sua participação, Bonner falou sobre a emoção de marcar presença no Troféu Imprensa. “Eu tenho 62 anos, mas sempre acompanhei o Troféu Imprensa desde criança, que é um prêmio generoso, que premia talentos, profissionais de outras emissoras, então estou muito honrado”, disse.
“Fazia tempo que eu não ficava nervoso assim, a última vez foi quando eu anunciei a minha saída do jornal Nacional, em 1ª de setembro do ano passado. Depois não, na troca de bastão com o Cesar Tralli eu estava tenso, mas não no mesmo nível. Aqui é muito diferente. Estar num estúdio como esse, com plateia [é muito diferente]”, completou.
Bastidores
Em seguida, William Bonner relembrou os bastidores de sua saída do Jornal Nacional. Questionado pelos apresentadores do SBT, o jornalista disse que não sente saudade do telejornal. “Não, não tenho saudade, porque a minha decisão de deixar o Jornal Nacional têm seis anos. Exatos seis anos”, contou.
“Eu compreendi que era impossível a minha saída naquela ocasião, era pandemia e tínhamos dois desafios pela frente: formar sucessores para dois cargos que eu ocupava, como apresentador e editor-chefe. Ao longo dos anos, o Cesar Tralli emergiu muito naturalmente, inundando a televisão de talento. O Brasil deu a ele essa posição de sucessor para ocupar o Jornal Nacional. Então, não teve a lágrima, não teve saudade”, completou.
Emoção
Ainda no palco do Troféu Imprensa, o ex-âncora do Jornal Nacional se emocionou após Patrícia Abravanel questionar qual foi o fator determinante que o fez tomar a decisão de deixar o principal telejornal brasileiro:
“Tive um filho, dos trigêmeos, que foi morar no exterior e isso foi um baque… Eu tô embargando a voz, mas eu vou sair dessa”, emocionou-se. “E quando ele saiu eu pensei: ‘eu só vou ver meu filho quando ele voltar ou eu tiver a oportunidade de ir. E eu faço um programa diário, como eu faço, tenho que marcar férias, essa é uma empresa séria’. E esse evento foi um catalisador fortíssimo, porque depois outra filha também foi morar no exterior. Isso muda a perspectiva das coisas”, disse.
Além disso, Bonner confessou que, há muito tempo, havia se transformado em um “símbolo” do jornalismo da TV Globo e que isso traz pontos positivos, mas também negativos.
“Por muito tempo, eu já não era uma pessoa na rua, eu era um avatar. Eu simbolizava muita coisa, como um de seus apresentadores, e também o jornalismo da Globo. E quando você se transforma quase que em um avatar, você está sujeito aos extremos, ao carinho e ao ódio. E eu experimentei as duas coisas ao longo dos anos”, relembrou.
Globo Repórter
Atualmente no Globo Repórter ao lado de Sandra Annenberg, Bonner disse que já começou a produzir reportagens especiais para o jornalístico. “Quando migrei pro Globo Repórter, eu pedi pra direção de jornalismo que o meu primeiro trabalho como repórter fosse com brasileiros, aqui no Brasil”, contou.
“Queria ter a experiência de contar a história dessas pessoas, queria muito experimentar isso. olho no olho. Desde fevereiro nós estamos na produção, que irá ao ar no dia primeiro de maio. Mas eu farei viagens também, pelo Brasil e exterior”, completou o jornalista.











