Brasil cai em ranking de percepção da corrupção em 2019

País teve a mesma nota de 2018, segundo a Transparência Internacional. Com a pontuação, fica atrás de Uruguai, Chile e Argentina

NILTON FUKUDA/ESTADAONILTON FUKUDA/ESTADAO

atualizado 23/01/2020 9:13

O Brasil caiu uma posição no ranking que mede a percepção da corrupção, divulgado pela Transparência Internacional, na madrugada desta quinta-feira (23/01/2020). O país está no 106º lugar, de um total de 180 nações avaliadas.

O Brasil ficou com a nota 35, a mesma de 2018 e a pior desde 2012. Com isso, o país fica atrás de Uruguai, na 21ª posição, Chile, na 26ª, e Argentina, com a 66ª.

De acordo com o relatório da Transparência Internacional, para os brasileiros a “interferência política” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em órgãos de fiscalização, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), atrapalham o combate à corrupção no país.

Também foram apontadas como retrocesso no combate à corrupção a indicação de um procurador-geral da República fora da lista tríplice e as substituições na direção da Polícia Federal.

Além disso, outro destaque negativo do relatório é a decisão do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a paralisação de investigações em processos que envolvam o uso de dados sigilosos, levantados por órgãos de controle, sem a autorização da Justiça.

Segundo o relatório, a corrupção no Brasil “ainda é um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento econômico e social”.

“Após as eleições de 2018, que foram profundamente influenciadas por acentuada narrativa anticorrupção por parte de diversos candidatos, o Brasil passou por uma série de retrocessos em seu arcabouço legal e institucional anticorrupção”, completou a entidade no documento.

O ranking é produzido com base em 13 diferentes fontes de dados. Quanto menor o índice — que vai de zero a 100 —, maior a percepção de corrupção de um país. A média entre os 180 países ficou em 43 pontos, sendo que dois terços tiveram pontuação inferior a 50.

No relatório divulgado nesta quinta-feira (23/01/2020), os primeiros lugares ficam com Dinamarca (87 pontos), Nova Zelândia (87) e Finlândia (86).

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