Brasil avalia retirar diplomatas do Irã em meio à tensão com Trump

Itamaraty discute evacuação das representações desde o aumento das hostilidades no Oriente Médio

atualizado

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Reprodução/Ana de Oliveira/AIG-MRE
Palácio do Itamaraty
1 de 1 Palácio do Itamaraty - Foto: Reprodução/Ana de Oliveira/AIG-MRE

O governo brasileiro voltou a discutir a possibilidade de retirar diplomatas das representações do Brasil no Irã. A medida foi debatida nesta terça-feira (7/4) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçar ameaças ao país persa.

Embora uma evacuação dessas representações seja discutida pelo Itamaraty desde o aumento das hostilidades no Oriente Médio, essa possibilidade ganhou tons mais concretos após as novas ameaças de Trump. Durante reunião realizada pelos embaixadores nesta terça, a avaliação, conforme apurou a reportagem, é de que as novas ameaças são ainda mais preocupantes.

A percepção, contudo, é que esta deve ser uma medida “de última instância”, pois pode deixar exposta a população brasileira que vive no país. Em contrapartida, o Metrópoles apurou que funcionários e diplomatas brasileiros em postos ou escritórios localizados em regiões de maior risco no Irã foram dispensados do serviço presencial e passaram para o teletrabalho.

Após a troca de ameaças entre Irã e Estados Unidos, as embaixadas do Brasil em países como Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar emitiram alertas para a população brasileira que reside nessas nações, reforçaram orientações de segurança e pediram atenção redobrada ao cenário regional.

Cessar-fogo por duas semanas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (7/4) a suspensão de bombardeios e ataques contra o Irã por um período de duas semanas, após conversas com autoridades do Paquistão.

Segundo Trump, a decisão foi tomada após conversas com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, que pediram a suspensão das ações militares imediatas.

O cessar-fogo, classificado pelo presidente dos EUA como bilateral, está condicionado à reabertura “completa, imediata e segura” do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

“Concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas. Este será um cessar-fogo bilateral”, afirmou Trump, acrescentando que os Estados Unidos já teriam atingido os objetivos militares e que um acordo definitivo estaria próximo.

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