Boulos diz que PEC da Anistia “não tem perspectiva de avançar”

Ministro vê a proposta como tentativa de “desviar o foco” da operação da Polícia Federal que mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI)

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Imagem colorida de Guilherme Boulos, homem branco, de cabelo e barba aparada castanha, gesticulando com as mãos - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de Guilherme Boulos, homem branco, de cabelo e barba aparada castanha, gesticulando com as mãos - Metrópoles - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol-SP), afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que perdoa condenados para envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro “não tem perspectiva de avançar” no Congresso. O texto vem sendo articulado pela oposição.

Na avaliação do ministro, a proposta é uma tentativa de “desviar o foco” da operação da Polícia Federal (PF) que mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por suspeita de ligação com escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

“Esse timing me soou estranho. De repente eles começam a falar de PEC da Anistia, começam a falar de detergente. O que eles queriam com isso? O que aconteceu na semana passada que eles queriam desviar o foco? Semana passada teve operação contra o seu Ciro Nogueira, que o Flávio Bolsonaro chamou de o ‘vice ideal’ dele, que mostrou que ele recebia mesada do Banco Master de R$ 300 mil, de R$ 500 mil. Aí eles querem desviar desse foco”, disse o ministro em entrevista ao Bom Dia, Ministro, nesta terça-feira (12/5).

Boulos ainda fez críticas à proposta, que segundo ele, tem o objetivo de “salvar a pele” do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Eles não estão nem aí para a Déborah do Batom. No fim do dia eles o que eles querem é tirar o Bolsonaro. Essa é a prioridade deles, é salvar a própria pele”, afirmou.

Polêmica do Ypê

Durante a entrevista, o ministro comentou a polêmica envolvendo a suspensão pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de lotes de produtos da marca Ypê. Apoiadores de Bolsonaro associaram a medida a uma suposta retaliação à marca por doações para a campanha do ex-presidente em 2022. Boulos chamou o movimento de “estupidez”.

“Eu vi um vídeo e não acreditei, achei que era IA [inteligência artificial]. Um cidadão bebendo detergente. Gente, a que nível chegou a estupidez humana, a falta de noção, a perda de senso do ridículo. O vice-prefeito da maior cidade do Brasil defendendo, senador da República. Já passou do limite”, criticou.

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