Boulos critica “ganância” de distribuidoras em meio à alta do diesel
Ministro recebeu caminhoneiros no Palácio do Planalto e anunciou ações para acompanhar a MP do piso mínimo do frete no Congresso
atualizado
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), reuniu-se com representantes de caminhoneiros nesta quarta-feira (25/3), no Planalto, para ouvir as demandas do setor em meio à crise provocada pelo aumento do diesel nos postos. Após o encontro, anunciou medidas para acompanhar a MP do piso do frete no Congresso e criticou distribuidoras e postos pela alta dos combustíveis.
“Os caminhoneiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade e da ganância dessas distribuidoras que tão aumentando o preço artificialmente, mesmo com a isenção do PIS/Cofins pelo presidente Lula”, declarou o ministro..
Boulos ainda citou “omissão” de governadores por não aceitarem a proposta do governo de reduzir o ICMS sobre o produto para segurar preços.
“Da mesma forma, os caminhoneiros não podem pagar o preço da omissão de determinados governadores que não querem mexer no ICMS para que consiga se estabilizar o preço do combustível e do diesel em particular diante dessa guerra insana que o Donald Trump estabeleceu contra o Irã”, completou.
Participaram da reunião o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, e lideranças sindicais do setor.
Segundo o ministro, uma das preocupações levantadas pela categoria são eventuais mudanças no texto da MP que endurece as sanções contra empresas que descumprem o piso mínimo do frete. Nesse sentido, Boulos anunciou a criação de uma mesa de diálogo com a categoria, que vai durar enquanto a medida tramitar no Congresso Nacional.
“O compromisso do nosso governo é que o texto enviado da Medida Provisória seja defendido pela bancada do governo na Câmara, no Senado Federal, para que esse direito que o presidente Lula assinou e garantiu aos caminhoneiros de todo o Brasil se torne definitivamente lei e que dessa vez eles ganhem e levem, diferente do que aconteceu no governo anterior”, frisou o ministro.
A MP, publicada na última semana, determina sanções e multas para empresas que descumprem de forma reiterada a tabela dos pisos mínimos de frete, direcionada ao transporte de carga no país. As companhias que insistirem em pagar o valor inferior ao previsto no piso podem ter o registro suspenso ou até cancelado.
Além disso, o texto estabelece multas que variam entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões.
O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Santos, Luciano Santos, afirmou que a categoria pressionará parlamentares para a manutenção dos termos negociados na MP.
“Ganhamos uma batalha, a guerra é logo ali na frente, é com nossos deputados. Vamos ver de que lado que eles vão estar. Se eles vão estar do lado dos caminhoneiros, do povo brasileiro ou das grandes empresas, dos grandes embarcadores”, ressaltou.
