Bombeiros podem finalizar o trabalho no centro de SP neste domingo

Ao finalizar as buscas, os bombeiros vão iniciar a vistoria dos prédios que estão interditados, além do 2º subsolo, com risco de desabamento

NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDONELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 11/05/2018 15:52

O Corpo de Bombeiros estimou, nesta sexta-feira (11/5), que os trabalhos de busca por desaparecidos e retirada de escombros no edifício Wilton Paes de Almeida, no centro de São Paulo, terminem no domingo (13/5).

No 11º dia após a tragédia, a corporação continua fazendo escavações no primeiro subsolo, onde encontraram mais ossos, com ajuda da cadela farejadora Hope. O capitão Marcos Palumbo disse ainda não saberem se a ossada é humana.

Ao finalizar as buscas, os bombeiros vão iniciar a vistoria dos prédios interditados. Técnicos da Prefeitura estiveram nos escombros na manhã desta sexta para avaliar o segundo subsolo do edifício Wilton Paes de Almeida. Havia a suspeita de que uma parede pode apresentar risco de queda.

Desaparecido
O camelô Arthur Hector de Paula, de 45 anos, registrado como desaparecido e possível vítima no desabamento, se apresentou nesta sexta-feira ao 3º Distrito Policial (Campos Elíseos). Ele esteve no prédio, mas saiu para tomar cerveja com um conhecido.

Na segunda-feira (7/5), o Corpo de Bombeiros chegou a confirmar oficialmente as buscas pelo camelô, considerado o sexto desaparecido. Parentes registraram no mesmo dia um boletim de ocorrência para informar o desaparecimento do homem, localizado dias depois em Minas Gerais.

“Quando voltei, o prédio tinha caído. Fiquei uma semana lá no acampamento, não sabia que a minha família estava me procurando”, disse Arthur. Ele viajou para Belo Horizonte na terça-feira (8/5), devido a um AVC sofrido pelo pai.

A tia dele, Irani de Paula, registrou boletim de ocorrência pelo desaparecimento do sobrinho na manhã de segunda-feira (7/5). Ela relatou à Polícia Civil e à reportagem ter procurado por ele desde o acidente no acampamento do Largo do Paiçandu.

O camelô disse morar há cerca de um ano na ocupação, na casa de amigos. Sobre não ter sido localizado pela tia, ele afirmou ser um mal entendido. “Nós não temos televisão lá no acampamento, cada um está cuidando da sua vida e é muita gente em um único lugar. Por isso, não me acharam”, disse. Quando registrou o desaparecimento, Irani explicou à polícia que o último contato do camelô com algum familiar havia ocorrido há dois meses, quando um primo o procurou para cobrar um dinheiro.

Arthur voltou a São Paulo nesta sexta-feira (11/5), mas retornará a Belo Horizonte para “reconstruir sua vida” ao lado de dois dos seus quatro filhos.

O delegado Osvany Barbosa, titular do 3º DP, disse que o camelô foi ouvido e retirado da lista de desaparecidos. Arthur não apresentou nenhum atestado médico ou qualquer documento comprovando o estado de saúde do pai.

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