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Brasil

"Bolsonaro se vacinará quando desejar", defende Queiroga

Em janeiro, o Palácio do Planalto decretou sigilo de até 100 anos ao cartão de vacinação do presidente da República

14/06/2021 18:50, atualizado 14/06/2021 20:27
Igo Estrela/Metrópoles
Bolsonaro e Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ressaltou, nesta segunda-feira (14/6), que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), vai receber a vacina contra a Covid-19 “quando ele assim desejar”. O chefe do governo, que tem 66 anos, já poderia ter sido vacinado em Brasília no mês de abril, quando o Governo do Distrito Federal (GDF) abriu a possibilidade para pessoas da faixa etária dele. Bolsonaro, porém, tem se recusado a se vacinar e afirmou que será o último a ser imunizado no Brasil.

“Quando ele assim desejar. Na hora que o presidente se sentir confortável ele vai tomar a decisão dele”, defendeu Queiroga, que, em seguida, ressaltou: “O presidente sempre pregou pela liberdade das pessoas, nosso governo é liberal”.

O presidente também disse, na sexta-feira (11/6), que sua forma de dar exemplo na campanha de imunização contra a Covid-19 é cedendo sua vez na vacinação.

“Eu, como chefe de Estado, vou dar meu lugar a vocês, vou ser o último a ser vacinado. Eu tenho que dar exemplo. Alguns acham que o exemplo é se vacinar. Não: exemplo é dar lugar para quem está apavorado. Tem gente apavorada aí dentro de casa esperando sair depois de ser vacinada”, disse a repórteres na saída do Palácio da Alvorada.

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Apesar das declarações críticas à vacina feitas pelo presidente, os ministros têm se vacinado conforme o cronograma de imunização do DF.

Em dezembro do ano passado, o presidente afirmou que não vai se vacinar contra a Covid-19. Em entrevista por telefone ao programa do Datena, da TV Band, ele disse: “Não vou tomar a vacina e ponto final. Se alguém acha que a minha vida está em risco, o problema é meu e ponto final”.

Já em janeiro, o Palácio do Planalto decretou sigilo de até 100 anos ao cartão de vacinação de Bolsonaro e às informações sobre as vacinas que o presidente recebeu.

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Vacinação 2022

Sobre a vacinação no Brasil, Queiroga ainda afirmou: “Conversamos com o presidente da República e executivos da Pfizer sobre estratégias para o ano de 2022 em relação à vacinação. Essas questões estão no horizonte do ministério, com outras farmacêuticas, como também o caso da Moderna”.

Em relação à produção da vacina nacional, o chefe da pasta disse: “Já temos uma encomenda tecnológica acertada. Fizemos uma videoconferência no Palácio do Planalto com a liderança do presidente e executivos da Pfizer para tratar sobre o ano de 2022. Ainda não foi decidido, é uma tratativa que estamos começando agora com vistas a ter uma programação bem definida, já que o ano que vem planejamos não ter um ambiente pandêmico. Seria dentro do calendário vacinal normal do PNI. Até porque as evidências científicas vão sendo construídas, também em relação ao possível reforço”.

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Bolsonaro diz ser contra o uso obrigatório de máscaras
O presidente Jair Bolsonaro e sua máscara
Presidente Jair Bolsonaro e o Ministro Marcelo Queiroga durante evento de assinatura do contrato de transferência de tecnologia da AstraZeneca para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Brasília.
Presidente Jair Bolsonaro participa de motociata em SP
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Presidente Jair Bolsonaro e o Ministro Marcelo Queiroga durante evento de assinatura do contrato de transferência de tecnologia da AstraZeneca para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Brasília.
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Presidente Jair Bolsonaro e o Ministro Marcelo Queiroga durante evento de assinatura do contrato de transferência de tecnologia da AstraZeneca para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Brasília.

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