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Bolsonaro rebate Cid e nega ter enxugado a minuta do golpe; vídeo

Ex-presidente Bolsonaro afirmou que não tinha a gana de procurar brechas na Constituição para um suposto golpe de Estado

atualizado

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Ton Molina/STF
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1 de 1 Imagem colorida de Bolsonaro e Mauro Cid - Metrópoles - Foto: Ton Molina/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF), que não procede a informação de que ele teria enxugado uma minuta de decreto para viabilizar uma tentativa de golpe de Estado.

O “enxugamento” da minuta golpista foi citado, nessa segunda-feira (9/6), no interrogatório do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente. Cid disse, então, que Bolsonaro recebeu a minuta, enxugou e manteve a prisão apenas de Alexandre de Moraes.

“Não procede o enxugamento [da minuta]”, reforçou Bolsonaro.

Bolsonaro é interrogado, na tarde desta terça-feira (10/6), na Primeira Turma do STF. Ao ser questionado pelo ministro Alexandre de Moraes sobre se o ex-assessor Filipe Martins teria lhe encaminhado a chamada “minuta do golpe” — e se ele a teria apresentado posteriormente aos comandantes das Forças Armadas —, o ex-presidente negou.

“Tem os considerandos […] Conheço muito bem o Filipe Martins e, se ele tivesse participado, saberia precisar qualquer tipo de contato com ele. Quero isentar o Filipe Martins”, declarou Bolsonaro. Veja:

“Foi passado na tela os considerandos (sic). Foi bastante rápido. Não havia, da nossa parte, uma gana de procurar [problemas na Constituição]. Vamos supor que viéssemos a encontrar algo na Constituição… Não havia essa vontade. O sentimento de todo mundo era que não tinha nada a se fazer. Se tivesse que ser feito, era lá atrás, no Congresso Nacional”, completou.

Em outro momento do interrogatório, Bolsonaro alegou que Moraes poderia até questioná-lo sobre o motivo de não ter passado a faixa presidencial, justificando que não se submeteria à “maior vaia da história do Brasil”. “O senhor vai concordar comigo”, argumentou o ex-presidente.

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Bolsonaro é um dos oito réus investigados por supostamente tramarem um golpe de Estado no Brasil
O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres
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Almir Garnier Santos durante interrogatório na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal STF
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem
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Bolsonaro é um dos oito réus investigados por supostamente tramarem um golpe de Estado no Brasil

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O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres
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O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres

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Hugo Barreto/Metrópoles
Almir Garnier Santos durante interrogatório na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal STF
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Almir Garnier Santos durante interrogatório na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal STF

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem
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O ex-deputado federal Alexandre Ramagem

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Mauro Cid e advogado César Bittencourt
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Mauro Cid e advogado César Bittencourt

Fellipe Sampaio/STF
Paulo Sérgio foi interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes
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Paulo Sérgio foi interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes

Reprodução TV Justiça
General Walter Braga Netto
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General Walter Braga Netto

Reprodução TV Justiça

 

O ministro, no entanto, interrompeu o depoente, afirmando que não faria tal pergunta. Bolsonaro, então, emendou que não se submeteria a passar a “faixa para esse tal mandatário que está por aí”, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Interrogatório

Bolsonaro é ouvido na ação que investiga uma suposta trama golpista para mantê-lo no poder após o resultado das eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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