Bolsonaro publica decreto convocando Temer a representar Brasil no Líbano

Ex-presidente responde a ações criminais e esteve preso duas vezes após deixar o cargo. Ele precisará de autorização da Justiça para viajar

atualizado 10/08/2020 22:27

Michel Temer aguarda Bolsonaro no alto da rampa do palacio do planalto - Posse do presidente Jair BolsonaroMichael Melo/Metrópoles

Descendente de libaneses, o ex-presidente Michel Temer (MDB) vai mesmo representar o governo brasileiro em missão oficial de ajuda ao Líbanocaso a Justiça afrouxe suas medidas restritivas e permita que ele deixe o país.

Decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e publicado em edição extra do Diário Oficial da União na noite desta segunda-feira (10/8) oficializou a convocação de Temer como chefe da delegação brasileira. No grupo ainda deverão estar parlamentares, como o senador Nelson Trad (PSD), e empresários como Paulo Skaf.

O Brasil vai mandar um avião com doações e políticos para participar de conversas sobre a ajuda que o Líbano precisa para sair de uma profunda crise que foi agravada após a explosão no porto de Beirute na última terça-feira (4/8).

Temer é alvo de sete processos da operação Lava Jato no Rio de Janeiro e, segundo sua defesa, já pediu autorização para viajar. O decreto de Bolsonaro deverá servir como um dos argumentos.

O Líbano
Após uma onda de protestos tomar o país, o primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, renunciou ao cargo nesta segunda.

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Pelo menos 160 pessoas morreram nas explosões que atingiram a área portuária da capital do país, deixando mais de 5 mil feridos e mais de 300 mil desabrigados.

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