Bolsonaro pretende classificar como “terrorismo” invasões do MST

Em live no Facebook, o presidente afirmou que quer reduzir a zero o número dessas ações realizadas pelo grupo

Divulgação / MSTDivulgação / MST

atualizado 19/04/2019 12:56

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, nessa quinta-feira (18/04/2019), que pretende tipificar as invasões do Movimento Sem Terra (MST) como “terrorismo”.

A intenção foi reafirmada em live no Facebook oficial do presidente. No vídeo, Bolsonaro ironizou o grupo ao chamá-lo de “meus amigos” e comemorou a redução no número das invasões feitas pelos sem terra. O presidente afirmou que seu objetivo é “reduzir a 0” as ações e que pretende levar a questão à Câmara dos Deputados.

Bolsonaro contou que pretende seguir os padrões da Itália, onde moradores podem atirar em pessoas que entrarem em suas propriedades sem autorização.

“Se o outro lado resolver morrer é problema dele”, continuou. Para ele, atirar em alguém que invade uma propriedade privada não pode ser considerado crime ou excesso, mas sim legítima defesa.

Ainda sobre o tema, ele defendeu o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro, que flexibiliza as regras para defesa pessoal e ações policiais. Para o presidente, o uso de armas por um civil em legítima defesa pode ajudar o trabalho da polícia.

O presidente defendeu, ainda, o porte de armas para os “praças” que não estão em serviço, desde que usados com consciência. “Está praticamente garantido nesse governo a posse de armas para as Forças Armadas”, concluiu.

Ao encerrar o assunto, Bolsonaro lembrou que vai contratar mais de 1000 policiais federais para auxiliar no combate contra a fraude e corrupção.

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