Bolsonaro pede autorização ao STF para receber visita de Nelson Piquet

Ex-presidente está em prisão domiciliar desde agosto e também quer receber aliados do PL, como Fraga e Gayer

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Chegada do presidente Bolsonaro ao lado de Mauro Cid e Nelson Piquet durante na “Solenidade Cívica de Hasteamento da Bandeira”, em comemoração ao dia da independência
1 de 1 Chegada do presidente Bolsonaro ao lado de Mauro Cid e Nelson Piquet durante na “Solenidade Cívica de Hasteamento da Bandeira”, em comemoração ao dia da independência - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber a visita do ex-piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet. O pedido foi apresentado nesta terça-feira (28/10).

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto. A solicitação de visita de Piquet foi incluída em um pacote de pedidos encaminhados ao Supremo, que também inclui autorizações para visitas dos deputados Alberto Fraga (PL-DF), Altineu Côrtes (PL-RJ), Gustavo Gayer (PL-GO), o dirigente do PL Alexandre Paulovich Pitolli e o irmão de Bolsonaro, Renato Bolsonaro.

“O pedido tem por finalidade permitir encontro pessoal específico, a ser realizado em data oportunamente ajustada, em razão da necessidade de diálogo direto com o Peticionante”, justificou os advogados de Bolsonaro ao STF.

A defesa de Bolsonaro também apresentou embargos de declaração após a publicação do acórdão que confirmou a condenação imposta pela Primeira Turma do STF. O recurso será analisado entre 7 e 14 de novembro, em plenário virtual.


Réus do núcleo crucial

  • Jair Bolsonaro: ex-presidente da República, apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como líder do grupo.
  • Alexandre Ramagem: ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
  • Almir Garnier Santos: ex-comandante da Marinha.
  • Anderson Torres: ex-ministro da Justiça.
  • Augusto Heleno: ex-ministro do GSI.
  • Mauro Cid: delator do caso e ex-ajudante de Bolsonaro.
  • Paulo Sérgio Nogueira: ex-ministro da Defesa.
  • Walter Braga Netto: ex-ministro da Defesa, era o vice na chapa eleitoral de Bolsonaro em 2022.

Os réus foram condenados na Primeira Turma, pelo placar de 4 votos a 1, pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União (exceto Ramagem) e deterioração de patrimônio tombado (exceto Ramagem).

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