Bolsonaro nomeia aliados para cargos de três anos na Comissão de Ética

A movimentação ocorre no penúltimo mês de mandato do presidente. As nomeações foram publicadas no DOU, na última sexta (18)

atualizado 22/11/2022 7:59

candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, do lado de fora do veículo Fábio Vieira/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) nomeou dois aliados para a Comissão de Ética Pública da República (CEP), na última sexta-feira (18/11). Os mandatos são de três anos, sem possibilidade de demissão nesse período.

As nomeações de Célio Faria Júnior, ex-chefe de gabinete de Bolsonaro e atual ministro-chefe da Secretaria de Governo, e João Henrique Nascimento de Freitas, assessor especial da Presidência, foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

O órgão foi criado em 1999, ainda no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e funciona como um dispositivo de consulta para ministros e para o presidente.

São sete membros que analisam e podem recomendar a exoneração de servidores da cúpula da administração federal que cometem desvios de conduta. Cada integrante deve ter “idoneidade moral, reputação ilibada e notória experiência em administração pública”.

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No início deste mês, a CEP instaurou processos para apurar as ações do ex-presidente da Caixa Pedro Guimarães. Como mostrou o Metrópoles, o servidor é alvo de uma série de denúncias de assédio e abuso sexual a funcionárias da Caixa.

O assessor internacional do Planalto, Filipe Martins, também foi alvo de análise da CEP, após fazer um suposto gesto racista em maio de 2021.

Além disso, o ex-presidente da Fundação Palmares Sérgio Camargo recebeu uma reprimenda da administração pública, marca permanente no currículo do profissional, por praticar assédio moral, discriminação às religiões e lideranças de matriz africana.

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