Bolsonaro nega “ambição pelo poder” e diz viver em “prisão domiciliar”

Presidente e ministros de Estado participaram de simpósio com pastores evangélicos na Igreja Batista Central de Brasília

atualizado 05/10/2021 20:26

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, nesta terça-feira (5/10), durante evento com pastores evangélicos em Brasília, que não possui ambição pelo poder, mas se queixou das privações da Presidência da República.

“Dizer a vocês que não tenho ambição pelo poder. Eu vivo numa prisão domiciliar, ainda bem que eu tô bem acompanhado dentro de casa”, afirmou ele em discurso, aos risos, depois de declarações de quatro de seus ministros. “Não podemos perder a oportunidade que Deus nos deu de mudar o Brasil”, declarou o mandatário.

Bolsonaro e nove ministros de Estado participaram, ao longo da tarde desta terça-feira, do “Simpósio Cidadania Cristã”, promovido pela Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil (Concepab). O evento recebeu ministros de Estado, parlamentares e o presidente da República na Igreja Batista Central de Brasília, na L2 sul, área nobre da capital.

Estavam presentes no evento a primeira-dama Michelle Bolsonaro, que é evangélica, e os ministros Milton Ribeiro (Educação), Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência), Flávia Arruda (Secretaria de Governo), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Marcelo Queiroga (Saúde), Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União).

Também participou do simpósio o ex-ministro da Advocacia-Geral da União André Mendonça, indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Bolsonaro. Mendonça, que é pastor presbiteriano, foi recebido pelos pastores como “futuro ministro” da Suprema Corte.

Entre as lideranças políticas do Congresso, estava o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP).

Os pastores apresentaram ao presidente Bolsonaro uma carta com reivindicações da comunidade evangélica, como o aumento de recursos orçamentários para as comunidades terapêuticas e políticas facilitadas para a adoção de crianças.

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