Bolsonaro não teria ficado popular sem impeachment de Dilma, diz Cunha

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha foi o entrevistado do programa Contexto Metrópoles desta segunda (8/6)

atualizado

metropoles.com

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Reprodução/Facebook Eduardo Cunha
Ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha
1 de 1 Ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha - Foto: Reprodução/Facebook Eduardo Cunha

O ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos) afirmou, em entrevista ao programa Contexto Metrópoles, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não teria ficado tão popular sem o impeachment de Dilma Rousseff (PT).

O ex-parlamentar presidiu a Câmara dos Deputados entre 2015 e 2016, período em que foi responsável pela condução do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

À época, Cunha havia rompido com o governo petista e deu início a uma ofensiva contra o Palácio do Planalto na Casa.

“Não é que o bolsonarismo surgiu por causa do que eu fiz, mas essas pessoas que hoje militam em cima não teriam aparecido. Se não tivesse existido o impeachment, 0 Bolsonaro não teria sido eleito, não tenho nenhuma dúvida disso”, declarou o ex-parlamentar.

Cunha afirmou ainda que a sucessão de Dilma por Michel Temer “produziu ganhos para o país”. Foi a mudança de governo provocada pelo impeachment, de acordo com o ex-presidente da Câmara dos Deputados, que criou o clima político para a eleição de Jair Bolsonaro.

“Houve uma reversão de expectativas, e isso criou um clima para que viesse um Bolsonaro, não o bolsonarismo. O bolsonarismo é a ideologia de direita que estava esquecida naquele mundo. O Bolsonaro deu cara à ideologia de direita e, com isso, criou realmente a corrente do bolsonarismo, mas ele não teria preponderado se não tivesse vindo para o processo de impeachment”, avaliou Cunha.

Disputa em MG

Em meio à condução do impeachment da ex-mandatária, Cunha era alvo da Polícia Federal (PF) no âmbito da operação Lava Jato. O deputado chegou a ter o mandato cassado em novembro de 2016 e ficou inelegível por oito anos.

A decisão, contudo, foi revertida após Cunha obter liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que liberou a candidatura dele para as eleições de 2022.

Apesar da decisão, Cunha não conseguiu se eleger naquele ano. O ex-deputado federal mudou o domicílio eleitoral para Minas Gerais e pretende ser candidato à Câmara dos Deputados pelo estado mineiro em 2026. Até então, ele se elegia pelo Rio de Janeiro.

Questionado, Eduardo Cunha afirmou que não teme a disputa em Minas Gerais — o estado tem fortes nomes na corrida para a Câmara dos Deputados, como o deputado Nikolas Ferreira (PL) e Cleitinho (Republicanos). Na avaliação de Cunha, o estado elege um grande número de parlamentares federais; por isso, não há motivo para receio.

“A minha candidatura não é uma candidatura contra ninguém. Eu sou um candidato proporcional, eu não sou um candidato majoritário para disputar com alguém de forma majoritária […]  Então, eu não tenho de me preocupar com A, B ou C. Eu tenho de me preocupar em levar a minha proposta aos eleitores, e uma parte dos eleitores é suficiente para me eleger”, disse.

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