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Brasil

Bolsonaro: defesa vê caso da arma como esclarecido e pede arquivamento

Paulo Cunha Bueno afirmou que ex-presidente Jair Bolsonaro prestou esclarecimentos sobre arma apreendida e nega irregularidades no caso

23/06/2026 17:17, atualizado 23/06/2026 17:20
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Fábio Vieira/ Metrópoles
Jair Bolsonaro - Metrópoles

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta terça-feira (23/6), que o ex-presidente esclareceu todas as dúvidas apresentadas no âmbito do inquérito que investiga a apreensão de uma arma registrada no nome dele e encontrada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz no Distrito Federal.

A manifestação foi feita pelo advogado Paulo Cunha Bueno, em publicação nas redes sociais, após o depoimento prestado por Bolsonaro à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que teve 5 minutos de duração.

Segundo a defesa, o ex-presidente respondeu a todos os questionamentos já encaminhados anteriormente pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O presidente esclareceu todas as questões à guisa da resposta apresentada por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, dias atrás”, afirmou o advogado.

De acordo com Cunha Bueno, o episódio envolve uma arma de fogo que pertence a Bolsonaro, que estava regularmente registrada e deveria permanecer na residência dele, já que não havia determinação de cancelamento ou entrega do armamento.

O advogado também afirmou que a pistola teria sido entregue a um integrante da equipe de segurança para verificação de uma suposta falha mecânica identificada pelo próprio ex-presidente ao manusear o equipamento.

Segundo a versão apresentada pela defesa, o objetivo era reparar o defeito e, posteriormente, devolver a arma ao local de custódia.

“Sobre a arma, ao manusear o presidente constatou a existência de defeito, razão porque solicitou a um dos seus seguranças, sargento do Exército com expertise de manutenção daquele modelo, que verificasse qual problema”, afirmou Cunha Bueno.

A defesa ainda sustenta que não houve intenção de descumprir qualquer determinação legal e classificou o episódio como “criminalmente acromático”. “Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal”, disse.

O advogado também afirmou esperar que o inquérito conduzido pela Polícia Civil do Distrito Federal seja arquivado.

“Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado”, declarou.

Depoimento rápido e investigação

Bolsonaro foi ouvido pela Polícia Civil do DF na tarde desta terça-feira em um procedimento autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes. A oitiva ocorreu de forma presencial no condomínio onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária.

Segundo apuração, o depoimento durou cerca de cinco minutos.

O caso investiga a apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro, que foi encontrada com um agente do GSI durante uma blitz em Taguatinga, no dia 15 de junho. O armamento teria sido retirado da residência do ex-presidente para verificação de suposta falha mecânica.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da posse e da circulação da arma, enquanto o Supremo acompanha o caso.

A defesa, por sua vez, sustenta que a pistola estava regular, devidamente registrada e sem impedimentos legais de manutenção ou transporte para reparo.

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