Bolsonaro presta depoimento de 5 minutos e fala em "conserto" de arma
Bolsonaro prestou depoimento à PCDF em investigação sobre arma registrada em seu nome e apreendida com integrante do GSI

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ouviu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta terça-feira (23/6), no âmbito do inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome e encontrada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz no Distrito Federal. O Metrópoles apurou que o depoimento durou apenas 5 minutos.
Uma viatura da corporação chegou ao Condomínio Solar de Brasília, onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, por volta das 14h35. O depoimento estava marcado para as 15h.
A oitiva foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que o procedimento ocorresse de forma presencial no endereço do ex-presidente.
Na decisão, Moraes apontou que as restrições ao uso de comunicações eletrônicas impedem a realização do depoimento por videoconferência. O caso é investigado pela 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEntenda o caso
- A arma foi apreendida em 15 de junho por policiais militares, no Pistão Norte, em Taguatinga.
- O armamento estava em posse de um sargento do Exército Brasileiro, identificado como Estácio Leite da Silva Filho, ligado ao GSI.
- Em depoimento, o policial militar responsável pela abordagem relatou que o integrante do GSI afirmou trabalhar para Bolsonaro e, após ser questionado pelos agentes, informou que a pistola pertencia ao ex-presidente.
- Segundo o agente, a arma foi entregue a ele, em 15 de junho, para verificação de uma falha mecânica. A intenção, ainda de acordo com o depoimento, era concluir o serviço e devolver o armamento no dia 16.
- Diante do caso, a PCDF instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da posse e da circulação da arma e comunicou a abertura da investigação ao ministro Alexandre de Moraes.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O que diz a defesa de Jair Bolsonaro
Em manifestação apresentada ao STF, a defesa de Jair Bolsonaro afirmou ter entregado a arma ao agente após constatar uma falha mecânica no armamento.
Segundo a defesa, a pistola estava sem condições de uso, porque integrantes da equipe de segurança haviam retirado o percussor da arma sem o conhecimento do ex-presidente.
Os advogados ressaltaram que Bolsonaro manipulou a arma e viu que não estava funcionando. Por isso, pediu que um dos agentes que atuam em sua segurança pessoal levassem a arma para consertar.
Os defensores ainda apresentaram ao Supremo um certificado que autoriza o ex-presidente a ter a pistola.











