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Brasil

Bolsonaro presta depoimento de 5 minutos e fala em "conserto" de arma

Bolsonaro prestou depoimento à PCDF em investigação sobre arma registrada em seu nome e apreendida com integrante do GSI

23/06/2026 15:27, atualizado 23/06/2026 17:29
HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto
Brasília (DF), 11/09/2026 - Em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre medida restritiva em sua residência, em Brasília - Metrópoles

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ouviu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta terça-feira (23/6), no âmbito do inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome e encontrada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz no Distrito Federal. O Metrópoles apurou que o depoimento durou apenas 5 minutos.

Uma viatura da corporação chegou ao Condomínio Solar de Brasília, onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, por volta das 14h35. O depoimento estava marcado para as 15h.

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A oitiva foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que o procedimento ocorresse de forma presencial no endereço do ex-presidente.

Na decisão, Moraes apontou que as restrições ao uso de comunicações eletrônicas impedem a realização do depoimento por videoconferência. O caso é investigado pela 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte.

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Entenda o caso

  • A arma foi apreendida em 15 de junho por policiais militares, no Pistão Norte, em Taguatinga.
  • O armamento estava em posse de um sargento do Exército Brasileiro, identificado como Estácio Leite da Silva Filho, ligado ao GSI.
  • Em depoimento, o policial militar responsável pela abordagem relatou que o integrante do GSI afirmou trabalhar para Bolsonaro e, após ser questionado pelos agentes, informou que a pistola pertencia ao ex-presidente.
  • Segundo o agente, a arma foi entregue a ele, em 15 de junho, para verificação de uma falha mecânica. A intenção, ainda de acordo com o depoimento, era concluir o serviço e devolver o armamento no dia 16.
  • Diante do caso, a PCDF instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da posse e da circulação da arma e comunicou a abertura da investigação ao ministro Alexandre de Moraes.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

O que diz a defesa de Jair Bolsonaro

Em manifestação apresentada ao STF, a defesa de Jair Bolsonaro afirmou ter entregado a arma ao agente após constatar uma falha mecânica no armamento.

Segundo a defesa, a pistola estava sem condições de uso, porque integrantes da equipe de segurança haviam retirado o percussor da arma sem o conhecimento do ex-presidente.

Os advogados ressaltaram que Bolsonaro manipulou a arma e viu que não estava funcionando. Por isso, pediu que um dos agentes que atuam em sua segurança pessoal levassem a arma para consertar.

Os defensores ainda apresentaram ao Supremo um certificado que autoriza o ex-presidente a ter a pistola.