Bolsonaro chamou Torres para live que questionou urnas, diz delegado

Colega de Anderson Torres no governo depõe na manhã desta terça. Delegado apontou que documento lido por Torres foi apresentado por peritos

atualizado

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Rafaela Felicciano/Metrópoles
PF Anderson Torres e Jair Bolsonaro
1 de 1 PF Anderson Torres e Jair Bolsonaro - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O delegado da Polícia Federal (PF) Braulio do Carmo Vieira afirmou que o ex-ministro da Justiça Anderson Torres foi convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para uma live, em julho de 2021, que apontou “fraudes” nas urnas eletrônicas.

Vieira depõe, na manhã desta terça-feira (27/5), como testemunha de defesa de Torres no processo que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado, em audiência conduzida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.


Entenda

  • Delegado é uma das testemunhas de Anderson Torres no processo que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado.
  • Vieira foi um dos colegas de Torres no Ministério da Justiça. Ele salientou que o material lido pelo ex-ministro foi produzido por peritos da PF.
  • Torres é réu no processo por cinco crimes, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Servidor da PF, Vieira atuava no ministério chefiado por Torres. Ele contou que o ex-ministro foi convocado por Bolsonaro para participar de uma live – àquela época ocorriam tradicionalmente às quintas-feiras, conduzidas por Bolsonaro. “Houve uma convocação do presidente da República [para participar da live]. Houve desconforto pelo desconhecimento técnico do tema. Ele pediu a assessores que buscassem documentos sobre o tema [da live]”, apontou o delegado.

O documento foi elaborado, segundo Vieira, por peritos da PF e lido por Torres durante a live. Bolsonaro disse que, finalmente, naquela live, apresentaria “provas” de possibilidade de “fraude” na urna eletrônica usada nas eleições no Brasil.

Ao longo da audiência, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, questionou se o material repassado a Torres continha informações capazes de questionar o processo eleitoral brasileiro. Vieira salientou que não foi ele quem repassou os documentos e que não atuou diretamente para repassar o material a Torres.

“Eu não passei. Quem passou foi a assessoria direta dele. Houve essa ausência de capacidade técnica do Anderson, e os assessores passaram esse doc. Eu lembro da live, mas não li com profundidade”, contou. “Não li o documento. Só vi na live”, complementou o delegado.

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