Bolsonarista que matou tesoureiro do PT é levado a penitenciária

Após decisão da Justiça, Guaranho foi para o Complexo Médico Penal (CMP) de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR)

atualizado 13/08/2022 10:31

Jorge José da Rocha Guaranho, policial penal acusado de matar o petista Marcelo Arruda Reprodução/Redes sociais

Acusado de matar o tesoureiro do PT Marcelo Arruda, o policial penal Jorge Guaranho (foto em destaque), 38 anos, já está no Complexo Médico Penal (CMP) de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR).

O juiz Gustavo Germano Francisco Arguello, da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu, revogou a prisão domiciliar do policial nessa sexta-feira (12/8). “Determino o imediato recambiamento do réu Jorge José da Rocha Guaranho ao Complexo Médico Penal, ambiente prisional mais adequado ao caso”, diz a decisão.

De acordo com o G1, Guaranho chegou ao local na madrugada deste sábado (13/8).

O magistrado afirma que o local “possui condições de garantir a manutenção diária das necessidades básicas do custodiado com supervisão contínua”. Guaranho também foi atingido na ocasião e se recupera dos ferimentos.

A mudança no entendimento ocorre depois foi encaminhado um novo documento afirmando que o Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, tem sim condições adequadas para receber o bolsonarista.

Dessa forma, o juiz acredita não ser mais necessário manter a prisão domiciliar, que tinha caráter “temporário e excepcional”. Com a revogação, a monitoração eletrônica (uso da tornozeleira) também é suspensa.

Veja a íntegra da nova decisão:

Defesa da família de Arruda comemora

Em nota, os advogados da família de Marcelo Arruda reagiram positivamente à decisão, que entendem como fundamental. “A permanência dele em domiciliar era uma afronta a Justiça, uma vez que o réu cometeu um crime hediondo por intolerância política e, portanto, possuía grande periculosidade além de risco de fuga para o estrangeiro”, diz o pronunciamento.

A defesa dos familiares de Arruda é feita por Ian Martin Vargas, Paulo Henrique Guerra Zuchoski, Daniel de Oliveira Godoy Junior e Andrea Jamur Pacheco Godoy.

O caso

O guarda municipal de Foz do Iguaçu Marcelo Arruda, candidato a vice-prefeito pelo PT nas últimas eleições, foi assassinado a tiros durante sua festa de aniversário de 50 anos, na noite de 9 de julho. A festa tinha como tema o PT e fazia várias referências ao ex-presidente e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

O evento seguia normalmente quando, por volta das 23h, Jorge Guaranho, que se declara apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), foi ao local e discutiu com os participantes. Ele levava no carro a esposa e a filha, um bebê de colo.

Em julho, 0 Ministério Público do Paraná denunciou Guaranho pelo homicídio de Marcelo Arruda. Um dos agravantes apontados pelos promotores foi o “motivo fútil” para o homicídio, “havendo a querela sido desencadeada por preferência política-partidária”. Outra qualificação apontada pelos autores da denúncia foi a possibilidade de a ação “resultar em perigo comum” ou coletivo.

 

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