Complexo penitenciário diz não ter estrutura para receber bolsonarista

O policial Jorge Guaranho recebeu alta do hospital nesta quarta-feira (10/8) e deveria seguir para o presídio

atualizado 10/08/2022 20:59

Jorge José da Rocha Guaranho, policial penal acusado de matar o petista Marcelo Arruda Reprodução/Redes sociais

O Complexo Médico Penal (CMP) informou nesta quarta-feira (10/8) ao Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná (Deppen) que não tem estrutura para receber o policial penal federal Jorge Guaranho, que matou o tesoureiro do PT Marcelo Arruda.

A informação foi divulgada pelo G1 e está em documento enviado ao Deppen pela Divisão Clínica e Cirúrgica da penitenciária.

Guaranho seria transferido para o complexo nesta quarta, após ter recebido alta do Hospital Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu (PR). Sua defesa entrou com um pedido para cumprir a pena em prisão domiciliar. A defesa de Guaranho argumentou que ele não consegue executar atividades básicas sem auxílio de outras pessoas e que o local não teria a estrutura necessária para recebê-lo.

Por ser agente penal federal, Guaranho ocuparia uma cela isolada dos demais detentos.

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O caso

O guarda municipal de Foz do Iguaçu Marcelo Arruda, candidato a vice-prefeito pelo PT nas últimas eleições, foi assassinado a tiros durante sua festa de aniversário de 50 anos, na noite de 9 de julho. A festa tinha como tema o PT e fazia várias referências ao ex-presidente e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

O evento seguia normalmente quando, por volta das 23h, Jorge Guaranho, que se declara apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), foi ao local e discutiu com os participantes. Ele levava no carro a esposa e a filha, um bebê de colo.

Em julho, 0 Ministério Público do Paraná denunciou Guaranho pelo homicídio de Marcelo Arruda. Um dos agravantes apontados pelos promotores foi o “motivo fútil” para o homicídio, “havendo a querela sido desencadeada por preferência política-partidária”. Outra qualificação apontada pelos autores da denúncia foi a possibilidade de a ação “resultar em perigo comum” ou coletivo.

Após a primeira briga, na qual teve terra atirada contra seu veículo, Guaranho saiu, mas afirmando que voltaria. Minutos depois, retornou sozinho e armado e atirou em Marcelo, que revidou.

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