Boate Kiss: técnico diz que errou ao desativar som em meio a incêndio

Técnico de som, Venâncio Anschau admitiu que errou ao tomar a atitude. Ele foi o primeiro a ser ouvido nesta terça, 7° dia de julgamento

atualizado

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Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul/Reprodução
Depoente Venâncio Anschau
1 de 1 Depoente Venâncio Anschau - Foto: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul/Reprodução

O operador de áudio da banda Gurizada Fandangueira, Venâncio da Silva Anschau, de 40 anos, depôs, nesta terça-feira (7/12), no sétimo dia do julgamento do caso da Boate Kiss. O grupo musical se apresentava no momento em que teve início o incêndio que deixou 242 mortos.

Ao ser questionado pelo juiz Orlando Faccini Neto se alguém alertou o público sobre o fogo, Venâncio afirmou que desligou o áudio do palco quando as chamas começaram.

“Olho pro palco e Marcelo [vocalista e um dos réus] e Márcio [percussionista da banda e um dos depoentes] se direcionam à esquerda do palco, olham pra cima e gesticulam. Alguém sobe no palco, de fora. Ela tem um extintor. E eu fecho o áudio da banda. Não sabia o que tava acontecendo”, contou.

Venâncio explicou que os integrantes da banda gritavam para quem estava próximo do palco sair do local após o início do incêndio, que parecia controlado. “Eu mal percebo uma circunferência de fogo, um princípio de incêndio, pequeno, menos de um palmo”, descreveu.

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Incêndio deixou 242 mortos
Incêndio na boate Kiss ocorreu em 2013
Boate Kiss
A maioria das vítimas era de jovens universitários que estavam em uma festa na boate
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A maioria das vítimas era de jovens universitários que estavam em uma festa na boate

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Incêndio deixou 242 mortos
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Incêndio deixou 242 mortos

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Incêndio na boate Kiss ocorreu em 2013
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Incêndio na boate Kiss ocorreu em 2013

Divulgação/Agência Brasil
Boate Kiss
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Boate Kiss

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Ele ainda afirmou que já havia visto a banda usando artefatos pirotécnicos em outras apresentações, inclusive na Kiss.

“Eu não tenho dimensão, não imagino o que esteja acontecendo e eu desligo os microfones. Eu desabilitei. Errei”, contou.

Segundo Venâncio, uma das razões para ter fechado o som foi uma questão técnica. O depoente explicou que, como a banda iniciava os shows com os microfones desligados e, somente depois, eram acionados, havia um botão na mesa de áudio que servia como atalho para que isso fosse feito.

Assim, ao ver que algo acontecia no palco, optou por fechar o som. “Podia ser de alguém ter invadido o palco, aí, era rápido para fechar o áudio”, afirmou.

Após o incêndio, Venâncio precisou ser internado em função de problemas respiratórios. Poucos dias depois, sua filha nasceu.

Venâncio é testemunha de defesa de Marcelo de Jesus, vocalista da banda. Ele deve endossar o depoimento de Márcio, irmão de Marcelo e ex-percussionista, que deu seu depoimento na segunda-feira (6/12).

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