Barco Gostosão FF, que naufragou na Bahia, fazia transporte irregular
Marinha investiga suposta superlotação da embarcação no momento do acidente; Pelo menos seis pessoas morreram e outras seis ficaram feridas

De acordo com a Marinha do Brasil, o naufrágio que deixou pelo menos seis mortos em Madre de Deus, na Região Metropolitana de Salvador, realizava transporte irregular de passageiros. De acordo com nota enviada nesta segunda-feira (22/1), a Marinha ainda investiga excesso de passageiros na embarcação no momento do acidente, na noite de domingo (21/1).
A embarcação, denominada “Gostosão FF”, não era habilitada para uso comercial. Inscrito na classe “saveiro”, o barco era exclusivo para atividades de esporte ou recreio. Até o momento, as autoridades ainda não têm o conhecimento exato de quantas pessoas estavam na embarcação, que comportava oficialmente 10 passageiros e um tripulante. Pelo menos seis pessoas morreram e outras seis ficaram feridas.
Segundo a Marinha, das vítimas fatais, cinco são adultas e uma é criança. Caroline Barbosa de Souza, de 17 anos, Flaviane Jesus dos Santos, 29, Jonathan Miguel de Jesus Santos, 7 anos, Rosimeire Maria Souza Santana, 59, e Ryan Kevellyn de Souza Santos, de 22 anos tiveram os corpos reconhecidos. Um dos corpos ainda não foi identificado.

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Ver todasOutras seis pessoas foram encaminhadas para o Hospital Municipal de Madre Deus. Duas delas já tiveram alta, três foram levadas para Salvador e uma aguarda transferência. Seguem internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) uma criança de 6 anos, um bebê de um ano e uma mulher de 56 anos.
Além dos feridos e das vítimas fatais, pelo menos uma pessoa segue desaparecida.
Participam das buscas uma embarcação da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental – (COPPA) da Polícia Militar, uma aeronave do Grupamento Aéreo (Graer) e outras embarcações civis. A Marinha já informou que será instaurado um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) pela CPBA, para apurar as causas e circunstâncias do acidente.


