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Brasil

Barco com corpos tinha 27 celulares: PF começa perícia em chips

Além dos corpos e celulares, a PF tinha recolhido 25 capas de chuva, o que indica a possibilidade de ter mais ocupantes no interior do barco

, 18/04/2024 11:46, atualizado 18/04/2024 12:16
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Divulgação/PF
Imagem colorida de peritos do caso dos corpos encontrados em barco à deriva no Pará - Metrópoles

Peritos da Polícia Federal (PF) e da Polícia Científica do Pará encontraram 27 telefones celulares no interior do barco achado à deriva com nove cadáveres, de possível origem africana, próximo a Bragança (PA), no último sábado (13/4).

Além dos aparelhos celulares, a PF tinha recolhido 25 capas de chuva no interior da embarcação, o que indica a possibilidade de ter pelo menos 25 pessoas no barco.

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PF fala sobre caso de corpos encontrados à deriva no Pará
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Perícia encontrou 27 celulares no barco
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Perícia encontrou 27 celulares no barco

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PF fala sobre caso de corpos encontrados à deriva no Pará
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PF fala sobre caso de corpos encontrados à deriva no Pará

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Reprodução/redes sociais

Em atualização mais recente, a Polícia Federal informou que os telefones foram encaminhados para exames periciais no Instituto Nacional de Criminalística para analisar dados presentes nos chips e nos cartões de memória.

“As possíveis informações extraídas dos celulares, dos seus chips e cartões de memória, em conjunto com ações de cooperação internacional, serão utilizadas para trazer indicativos sobre a identidade dos ocupantes da embarcação”, disse.

Para a corporação, os resultados dessa perícia ajudarão a “trazer indicativos sobre a identidade dos ocupantes da embarcação”.

Corpos serão sepultados temporariamente no Pará

A Polícia Federal também informou que os nove corpos dos ocupantes do barco serão temporariamente sepultados em Belém, capital do Pará, “até que as identidades tenham sido estabelecidas e as famílias das vítimas possam ser formalmente comunicadas”.

Indícios mostram a possibilidade de o barco ter saído da Mauritânia, na África. A rota teria sido desviada ao Brasil devido à ação de uma corrente marítima. Apesar da estimativa da PF, apenas nove corpos foram encontrados.

“Como a migração de pessoas dos países africanos é uma questão humanitária, que conta com milhares de pessoas desaparecidas, e inexistem dados técnicos estruturados, não é possível estimar o prazo para identificação dos nove corpos”, destaca a PF. A corporação afirmou que “faz todos os esforços” para identificar todas vítimas “no menor tempo possível”.

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