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Brasil

Baptista Júnior foi chamado de "melancia" após reunião da minuta

O ex-comandante da Aeronáutica informou aos investigadores da Polícia Federal que começou a receber as ofensas por meio das redes sociais

15/03/2024 13:24, atualizado 15/03/2024 14:24
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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Bolsonaro Imagem colorida de Carlos de Almeida Baptista Junior - Metrópoles

O tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, ex-comandante da Aeronáutica, relatou à Polícia Federal (PF) que passou a ser chamado de “melancia” e “traidor da pátria” nas rede sociais, após reunião em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio de Oliveira apresentaram a chamada “minuta do golpe” aos comandantes das Forças Armadas.

Baptista Júnior informou aos investigadores da PF que começou a receber as ofensas por meio das redes sociais e que, em uma das ocasiões, chegou a ser atacado pelo comentarista Paulo Figueiredo.

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Carlos de Almeida Baptista Júnior
O brigadeiro do ar Carlos Baptista Júnior, ex-comandante da Aeronáutica
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Carlos de Almeida Baptista Junior

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Carlos de Almeida Baptista Júnior
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Carlos de Almeida Baptista Júnior

Reprodução Twitter
O brigadeiro do ar Carlos Baptista Júnior, ex-comandante da Aeronáutica
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O brigadeiro do ar Carlos Baptista Júnior, ex-comandante da Aeronáutica

Reprodução MREB-Brasil

Durante a reunião da apresentação da “minuta do golpe”, o ex-comandante da Aeronáutica teria questionado o ministro da Defesa se o documento previa a “não assunção do cargo pelo novo presidente eleito?”. Oliveira teria ficado em silêncio.

Com a falta de respostas, Baptista Júnior entendeu que haveria uma ordem que impediria a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Desta forma, ele se negou a sequer receber a minuta do golpe, reforçando que a Força Aérea do Brasil (FAB) “não admitiria tal hipótese [golpe de Estado]”.

Além de Baptista Júnior, Freire Gomes não quis analisar minuta

No depoimento, o tenente-brigadeiro afirmou que o general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, expressou que também não concordaria com a possibilidade de analisar o conteúdo da minuta. Depois disso, Baptista Júnior se retirou da sala.

Por outro lado, ele disse que o almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha, “não expressou qualquer reação contrária ao conteúdo da minuta”, enquanto estava na sala.

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