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Brasil

Baptista Júnior: Bolsonaro queria parar "eventuais abusos" de Moraes

A declaração foi dada pelo ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Jr., em depoimento à Polícia Federal

15/03/2024 12:42, atualizado 15/03/2024 14:24
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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Imagem colorida de Carlos de Almeida Baptista Junior - Metrópoles

O ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Jr., contou, em depoimento à Polícia Federal, que Jair Bolsonaro (PL) enfatizava a necessidade de “parar eventuais abusos” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Baptista também afirmou que não participou de qualquer planejamento para monitorar o também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Baptista Júnior presenciou o embate entre Marcos Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, e Bolsonaro durante uma reunião no Palácio do Alvorada, em Brasília (DF), quando foi apresentada a chamada “minuta do golpe”.

Segundo o tenente-brigadeiro, Freire Gomes afirmou que prenderia Bolsonaro caso ele atentasse “contra o regime democrático, por meio de alguns institutos previstos na Constituição [GLO, Estado de defesa ou de sítio]”.

De acordo com Baptista Júnior, a posição do ex-comandante do Exército foi responsável por impedir o golpe de Estado.

“Caso o comandante tivesse anuído, a possível tentativa de golpe de Estado teria se consumado”, afirmou Baptista, em dopoimento à PF.

Em suas declarações, Baptista e Freire Gomes destacaram que eram contra a trama golpista. Mas o almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha, teria se colocado à disposição de Bolsonaro, segundo depoimentos obtidos pelo Metrópoles.

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