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Brasil

Ex-chefe da Aeronáutica disse que Garnier colocaria a Marinha à disposição de Bolsonaro em caso de golpe

A declaração ocorreu durante reunião em que Bolsonaro apresentou a possibilidade de "utilização dos institutos jurídicos" para decretar GLO

15/03/2024 12:28, atualizado 15/03/2024 12:47
Reprodução
Almirante Almir Garnier, chefe da Marinha sob Bolsonaro, foi indiciado pela PF

O almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha do Brasil, teria afirmado, durante reunião com comandantes das Forças Armadas e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que colocaria suas tropas à disposição do presidente da República em uma possível tentativa de golpe de Estado.

A declaração está presente no depoimento à Polícia Federal (PF) do tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, ex-comandante da Aeronáutica.

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O almirante Garnier teria confirmado o envio de militares durante uma reunião em que Bolsonaro apresentou a possibilidade de “utilização dos institutos jurídicos” para decretar Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e de Estado de Defesa aos comandantes.

No depoimento, Baptista Júnior afirmou que a posição favorável em apoiar uma tentativa de golpe do ex-comandante da Marinha foi “dissonante dos demais”, comparando com Exército e Aeronáutica.

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Aos investigadores da PF o tenente-brigadeiro acrescentou que adotou uma estratégia, ainda não revelada, para “ganhar tempo” e evitar que o então presidente Bolsonaro “assinasse alguma medida de exceção, que subvertesse o Estado de Direito”.