Bando da “BR Ratobras” tem distribuidoras de combustíveis em MG e ES

Sete integrantes da quadrilha que desviava petróleo dos dutos da Petrobras foram presos na quarta-feira (23/2); empresas são alvo da polícia

atualizado

metropoles.com

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Divulgação Polícia Civil do Rio de Janeiro
Polícia Civil identifica roubo de petróleo em dutos da Petrobras
1 de 1 Polícia Civil identifica roubo de petróleo em dutos da Petrobras - Foto: Divulgação Polícia Civil do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – Apontados pelo Ministério Público (MP) como líderes da quadrilha autointitulada “BR Ratrobras”, Robson Teixeira Alves Gusmão e Magnojai Rizzari Recla, o Magno, são donos de postos de gasolinas e distribuidoras de combustíveis em Minas Gerais e no Espírito Santo.

Recla é um dos sete presos da operação, batizada de “Ratoeira”, deflagrada nesta quarta-feira (23/2) para combater o bando que roubava petróleo bruto da Petrobras no Rio de Janeiro e revendia no território fluminense, em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Pernambuco. Gusmão continua foragido.

A Justiça do Rio expediu 10 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão. Os bandidos criaram ainda uma espécie de logomarca com um rato portando um fuzil, demonstrando que os criminosos agiam como se formassem uma empresa.

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Polícia combate roubo em dutos da Petrobras
Operação Ratoeira da Polícia localiza roubos em dutos da Petrobras
Polícia Civil identifica roubo de petróleo em dutos da Petrobras
Bando que roubava petróleo da Petrobras criou logo com rato de fuzil
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Bando que roubava petróleo da Petrobras criou logo com rato de fuzil

Reprodução
Polícia combate roubo em dutos da Petrobras
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Polícia combate roubo em dutos da Petrobras

Operação Ratoeira da Polícia localiza roubos em dutos da Petrobras
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Operação Ratoeira da Polícia localiza roubos em dutos da Petrobras

Polícia Civil identifica roubo de petróleo em dutos da Petrobras
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Polícia Civil identifica roubo de petróleo em dutos da Petrobras

Divulgação Polícia Civil do Rio de Janeiro

“Agora, vamos no rastro do dinheiro para identificar a lavagem. Acreditamos que os valores arrecadados com as atividades ilícitas eram usados nos negócios de postos de gasolinas e distribuidoras de combustíveis em Minas Gerais e Espírito Santo”, afirmou o delegado Pedro Brasil, da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD).

Uma das empresas investigadas é a Distribuidora de Produtos Químicos LTDA. “Além de serem receptadores do óleo
subtraído, recebendo o produto no Espírito Santo e então destinando-o às empresas nas quais figuram nos quadros societários, todas com atividade fim voltada à comercialização de combustível, bem como negociando com outros receptadores”, descreve trecho da denúncia do MP encaminhada à Justiça.

A quadrilha começou a ser investigada em 2017, quando Diego Senra Zamboni e André Ruback Tavares foram presos ao conduzir dois caminhões contendo 30 mil litros de petróleo, em Magé, na Baixada Fluminense. A partir da quebra do sigilo telefônico dos dois, a polícia identificou os outros integrantes do grupo.

Nesta quarta, a polícia localizou uma área da Petrobras onde o grupo furtava combustível, em Magé. Eles instalavam válvulas nos dutos para transportar o petróleo cru para os caminhões.

Bando usava “batedores” para caminhões fugir de blitz

Em um dos trechos da denúncia do Ministério Público, com base em gravações telefônicas autorizadas pela Justiça, em 29 de outubro de 2017, Zamobini informa em grupo de WhatsApp, criando por Recla, chamado de “Os Normais”, que pagou R$ 5 mil, para escapar de blitz de PMs, em Cariacicia, Espírito Santo.

Para evitar de pagamentos de propina e fiscalizações, a quadrilha usava como carros e motos como “batedores”. Os veículos também eram usados para monitorar a movimentação dos locais onde roubam o combustível.

“Rapá, tava (sic) fazendo a ronda lá no campo. Tava lá no campo fazendo a ronda lá, entendeu? Tem uns
pessoal (sic) na rua ainda. Vamos esperar o pessoal sair pra gente entrar pro nosso futebol. Valeu, galera?”, afirmou Rogério Peixoto Gomes, em outubro de 2017, no grupo de WhatsApp usado pela quadrilha.

Em nota, a Transpetro informou que colabora com as investigações das autoridades de segurança púbica para coibir o crime de furto de óleo e derivados em dutos. “Vale ressaltar que as autoridades vêm atuando fortemente na repressão ao furto de combustíveis em dutos e a parceria está rendendo bons resultados”, diz em nota.

O Metrópoles não conseguiu contato com a defesa dos acusados.

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