Avó tinha pedido guarda de menino morto pela mãe no RS

Concessão de guarda consensual foi atrasada após mãe não enviar os documentos necessários. Último envio foi feito após morte da criança

atualizado

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1 de 1 miguel-foto - Foto: Reprodução/Redes sociais

A avó materna de Miguel dos Santos Rodrigues, menino de 7 anos desaparecido há quatro dias, tinha iniciado, em 8 de junho, um processo para obter a a guarda da criança. O menino era mantido amarrado dentro de um guarda-roupa. A suspeita é de que a mãe, de 26 anos, o tenha dopado e jogado o corpo no rio Tramandaí, no Rio Grande do Sul.

Por falta de documentos, a ação passou a tramitar no Judiciário apenas em 29 de julho, data em que o menino havia sido dado como morto. A mãe da criança, Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, entregou o último documento necessário apenas um dia antes de comunicar às autoridades que seu filho havia desaparecido. Logo após, no entanto, ela assumiu o crime.

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Sapatos da criança foram encontrados no rio
Menino era mantido amarrado dentro de armário
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Menino era mantido amarrado dentro de armário

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Sapatos da criança foram encontrados no rio
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Sapatos da criança foram encontrados no rio

https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2021/08/02/avo-de-menino-morto-em-imbe-tinha-feito-pedido-de-guarda-da-crianca-diz-defensoria-publica.ghtml

A companheira dela, Bruna Nathieli Porto da Rosa, também é suspeita e está presa. Em um novo vídeo divulgado na segunda-feira (2/8), a mulher faz ameaças contra a criança: “Se a tua mãe chegar e tu te mijar eu te desmonto a pau”.

O advogado de defesa do casal afirmou que só irá se pronunciar nos autos do processo.

Avó esperava processo de guarda

Em nota ao G1, a Defensoria Pública afirmou que a avó procurou a sede da instituição em Casca (RS) para saber como proceder sobre o processo de obtenção de guarda. Ela foi orientada a reunir uma lista de documentos para pedir assessoramento da DP, além de gratuidade do serviço.

O processo era de concessão de guarda consensual do menino e, portanto, parte da documentação dependia da mãe da criança. Em 8 de julho, ela enviou parte da documentação solicitada por e-mail.

Apenas no dia 28 de julho, data em que o crime já havia ocorrido, Yasmin enviou o restante dos documentos.

Buscas

Segundo o portal Uol, o Corpo de Bombeiros iniciou as buscas pelo corpo do menino na quinta-feira (29/7) e recebeu reforço de uma aeronave da Polícia Civil na sexta-feira, mas o corpo ainda não foi localizado.

A mulher teria matado o filho de 7 anos e jogado o corpo em um rio no município de Imbé, litoral do Rio Grande do Sul. De acordo com informações do delegado ao G1, na noite do crime, a mãe deu medicamentos para a criança e resolveu esconder o corpo para ter certeza de que o menino não sobreviveria.

Ela teria usado uma mochila de rodinhas para transportar o cadáver do menino até o rio. O objeto já foi apreendido. Além disso, na segunda, um par de sapatos infantis foi encontrado nas águas.

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