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Enviadas especiais a Curitiba (PR) – Ao mesmo tempo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva subia em carro de som para proferir o primeiro discurso desde o juiz federal Sérgio Moro ter determinado sua prisão na quinta-feira (5/4), policiais federais intensificaram a movimentação em São Paulo e no Paraná. Um avião da corporação estaria pronto, no aeroporto de Congonhas (SP), para levar o político à capital paranaense. O deslocamento entre São Bernardo do Campo, onde Lula permanece desde a noite de quinta, e Congonhas deve ser feito de helicóptero.

Em Curitiba, depois de uma manhã sem movimento no interior da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, críticos do ex-presidente se revezavam diante do prédio, em protestos desde as 8h. Era pouco depois das 12h quando o delegado Igor de Paula, um dos responsáveis pelas investigações da Operação Lava Jato, e o chefe da Custódia da PF na capital paranaense, Jorge Chastalo, desembarcaram no edifício da corporação. Pelo portão, foi possível vê-los conversando com outros policiais e oficiais do Exército, além de manterem contato ao telefone (foto em destaque).

A movimentação coincidia com o momento em que Lula saía da sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, para discursar à multidão reunida nas cercanias do berço do sindicalismo em São Paulo. A chegada dos policiais na Superintendência da PF curitibana chamou atenção dos manifestantes, já que, em sábados normais, eles não costumam trabalhar.

A presença do delegado e de Chastalo seria um sinal de que as negociações para a entrega de Lula à policia estariam perto do fim ou já concluídas. Questionados, porém, os dois não quiseram falar com a imprensa. De forma oficial, a Comunicação da Polícia Federal segue afirmando que “tudo ainda está em aberto” e depende de uma palavra final da corporação em São Paulo. Horário e detalhes da condução de Lula ao Paraná ainda não foram divulgados.

Confusão

Rafaela Felicciano/Metrópoles

 

Até o fim do discurso de Lula aos apoiadores em São Paulo, a militância do PT formou maioria às portas da PF em Curitiba. Enquanto os partidários do ex-presidente se manifestavam, surgiu um rapaz em meio ao grupo com uma camisa onde se lia “Direita Curitiba”. Ele filmava o ato dos petistas e foi empurrado. Na confusão, o equipamento usado pelo homem foi derrubado e ele machucou a mão. Depois, deixou o local.

Outros manifestantes anti-Lula tentaram se aproximar da sede da PF e foram igualmente expulsos pela militância petista. Os apoiadores do ex-presidente também tentaram bater em um repórter da Television Española, que transmitia ao vivo a movimentação em Curitiba. Os militantes o confundiram com um profissional da TV Globo. A polícia só chegou quando a confusão tinha terminado.

Após as tentativas de agressão, o comandante do Batalhão de Trânsito da cidade, tenente Naasson Polak, anunciou à imprensa a divisão dos grupos. Mais policiais estão chegando ao local para montar um cordão de isolamento: petistas ficarão em frente ao prédio da PF e os opositores, atrás do edifício. Por onde Lula acessará a Superintendência ao chegar em Curitiba, porém, ninguém sabe ainda.

Veja outras imagens da movimentação em Curitiba:

 

 

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