Autor de Milla notifica Zambelli para tirar vídeo com Netinho do ar

O artista cantou a música, de Manno Góes, em manifestação pró-Bolsonaro, no último domingo (2/5)

atualizado 04/05/2021 12:16

Reprodução/Instagram

No último domingo (2/5), o compositor da música Milla, Manno Góes, enviou notificação extrajudicial para que a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) tirasse do Youtube o vídeo em que Netinho canta Milla em manifestação pró-Bolsonaro.

No sábado (1º/5), Manno já havia criticado, pelas redes sociais, o uso da canção no ato. “Netinho ontem cantou Milla no ato em que pessoas brancas, na Paulista, gritavam ‘eu autorizo’, para Bolsonaro. Autorizam o quê? Golpe militar? Portanto, eu não autorizo esse débil mental de cantar minha música. Já entrei na Justiça e retirarei todos os vídeos que tiverem isso”, escreveu o compositor.

A mensagem, no entanto, não foi bem recebida pelos internautas, que criticaram o uso da expressão “débil mental”. Na segunda-feira (3/5), Manno comentou sobre as críticas no Twitter.

“Compreendo e peço desculpas a todos por ter usado ‘débil mental’ para me referir ao cantor golpista. Agradeço a todos que me chamaram atenção, mesmo apoiando meu desabafo. Estamos aqui para aprender e melhorarmos como pessoa. É o que quero pra mim: aprender, evoluir, consertar”, assinalou.

A deputada Carla Zambelli disse ao G1 que ainda não decidiu se vai tirar o vídeo do ar. “Eu estou pensando duas vezes em tirar esse vídeo e pensando, sinceramente, em, entre aspas, ‘ir para o pau’. Porque a forma como ele tratou o Netinho me incomodou muitíssimo”, comentou a parlamentar.

Manifestações no sábado

No último sábado, apoiadores do governo Jair Bolsonaro se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, em manifestação contra o governador João Doria (PSDB), o comunismo, e a favor do voto impresso.

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No Dia do Trabalhador, sem máscaras ou com o item de segurança no queixo, bolsonaristas cantaram o Hino Nacional erguendo placas com a frase “O Brasil é Bolsonaro”.

No momento em que o país ultrapassou a marca de 400 mil mortos por Covid-19, os manifestantes criticaram as medidas de isolamento social adotadas por governadores e prefeitos para lidar com a pandemia.

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