Augusto Aras move ação contra professor Conrado Hübner, da USP

Procurador-geral da República pede que universidade apure "violação ética" do docente, por críticas feitas em artigo publicado em jornal

atualizado 15/05/2021 23:16

Augusto ArasAndre Borges/Esp. Metrópoles

O procurador-geral da República, Augusto Aras, apresentou uma representação contra o professor Conrado Hübner, da Universidade de São Paulo (USP), na Comissão de Ética da instituição de ensino, “para apuração de violação ética”, como diz o documento.

De acordo com assessores, o procurador ainda deve processar criminalmente o professor da USP. A ação tem como motivo as críticas à condução da PGR.

O procurador ressalta, na representação, que as críticas do professor “têm regularmente proferido ataques pessoais à honra do representante (Aras), utilizando-se de termos que exorbitam da crítica ácida para flertar com o escárnio e a calúnia”.

Na representação assinada pelo escritório Nóbrega e Reis Advocacia, Aras ainda cita posts do professor da USP.

Veja as aspas que estão citadas no documento apresentado por Aras:

“O Poste Geral da República é um grande fiador de tudo que está acontecendo.
Sobretudo da neutralização do controle do MS na pandemia.
É gravíssima a omissão e desfaçatez de Aras.”

“Augusto Aras ignora o MPF da Constituição Federal. Age como o PGR da Constituição militar de 1967. Um servo do presidente.”

“Augusto Aras é um inovador institucional. O MS comete crimes comuns e de responsabilidade que causam tragédia em Manaus e no resto do país. Tudo bem documentado e televisionado. Aras, em vez de investigar o infrator, manda o infrator investigar a si mesmo.”

“O Poste Geral da República publicou nota para dizer que está fazendo tudo
direitinho”.

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O procurador ainda diz que “o tom das acusações” contra ele se elevaram em texto publicado no jornal Folha de S.Paulo, no dia 26 de janeiro de 2021, quando Conrado Hübner classifica Aras como “a antessala de Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional”.

Hübner também diz que Aras “integra o bando servil” ao governo Bolsonaro. “Enquanto colegas de governo abrem inquéritos sigilosos e interpelam quem machuca a imagem do chefe, Aras fica na retaguarda: omite-se no que importa; exibe-se nas causas minúsculas; autoriza o chefe a falar boçalidades mesmo que alimente espiral da morte sob o signo da liberdade”, escreveu o professor, em artigo publicado no jornal paulista.

Veja o documento:

REPRESENTAÇÃO USP – 03.05.2021 by Metropoles

Conrado Hübner

O professor fez um post, no inicio da noite deste sábado (15/5), no qual rebate a posição de Aras.

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