Áudio: síndico diz que corretora morta não podia atuar em condomínio. Ouça

Áudio enviado à proprietária de um apartamento indica que Daiane foi impedida de trabalhar no local antes de ser morta, em Caldas Novas (GO)

atualizado

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Em áudio enviado a uma proprietária de um apartamento no condomínio Golden Thermas Residence, o síndico Cléber Rosa de Oliveira informou que proibiu Daiane Alves Souza de atuar com locações no local, em Caldas Novas (GO). Cléber está preso, suspeito de assassinar a corretora.

Na gravação, ele alega que a decisão foi tomada porque Daiane teria causado transtornos no prédio.

“O motivo que eu estou me comunicando com você é para te informar que a Daiane está proibida de trabalhar com locações aqui no prédio em função de ter trazido alguns transtornos aqui para a gente, tanto para o proprietário como para o cliente e para a administração do prédio, para os funcionários e tal. Então, a Daiane não pode mais trabalhar com administração de apartamentos aqui”, diz Cléber no áudio.

Em outro registro de voz, ele diz que não irá “voltar atrás dessa decisão”. “A recepção não vai prestar serviço, não vai entregar chave, não vai entregar ficha, não vai fazer nada. Aí você tem que decidir de que lado você quer estar”, avisou.

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Daiane Alves Souza, corretora assassinada em Caldas Novas
Corpo da corretora Daiane foi encontrado em Caldas Novas
Síndico mostra à polícia onde o corpo foi escondido
Corretora foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro de 2025
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Corretora foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro de 2025

Reprodução
Daiane Alves Souza, corretora assassinada em Caldas Novas
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Daiane Alves Souza, corretora assassinada em Caldas Novas

Reprodução/ Redes Sociais
Corpo da corretora Daiane foi encontrado em Caldas Novas
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Corpo da corretora Daiane foi encontrado em Caldas Novas

Divulgação/ PCGO
Síndico mostra à polícia onde o corpo foi escondido
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Síndico mostra à polícia onde o corpo foi escondido

Reprodução/PCGO

Cléber, de 49 anos, foi preso na madrugada de quarta-feira (28/1), investigado pela morte de Daiane. O filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de participação no crime. Ao chegar à delegacia, Cléber afirmou que o filho “não fez nada”.

O síndico e o filho tiveram as prisões mantidas após audiência de custódia realizada nessa quinta (29/1), em Goiânia. O Ministério Público de Goiás (MPGO) informou que ficou demonstrado que os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos dentro da legalidade. Segundo o órgão, nenhum dos investigados relatou abuso, ilegalidade ou coação por parte dos agentes públicos. Com isso, as prisões foram homologadas e os dois seguem presos.

A Justiça também determinou a condução do porteiro João Vieira Filho, que trabalhava no prédio onde o crime teria ocorrido.

Síndico confessou assassinato

Cléber confessou à Polícia Civil o assassinato de Daiane. Ela estava desaparecida desde 17 de dezembro do ano passado. De acordo com a investigação, foi o próprio síndico quem levou os policiais até uma área de mata onde o corpo da vítima havia sido deixado. O corpo foi encontrado em estado avançado de decomposição.

Em depoimento, Cléber disse que matou Daiane após uma discussão no subsolo do prédio, no mesmo dia do desaparecimento. Ele afirmou que agiu sozinho e que, após o crime, colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio.

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O síndico Cléber Rosa Oliveira, de 49 anos, e o filho, Maycon Douglas de Souza Oliveira, de 27, suspeitos pela morte da corretora Daiane Alves, chegam à delegacia de capturas para serem ouvidos.
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O síndico Cléber Rosa Oliveira, de 49 anos, e o filho, Maycon Douglas de Souza Oliveira, de 27, suspeitos pela morte da corretora Daiane Alves, chegam à delegacia de capturas para serem ouvidos.

Jucimar de Sousa / METRÓPOLES @jucimardesousa_foto
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O síndico Cléber Rosa Oliveira, de 49 anos, e o filho, Maycon Douglas de Souza Oliveira, de 27, suspeitos pela morte da corretora Daiane Alves, chegam à delegacia de capturas para serem ouvidos.

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A versão apresentada contradiz o primeiro depoimento do síndico. Inicialmente, ele disse que não havia saído do prédio naquela noite. No entanto, imagens de câmeras de segurança já analisadas pela polícia mostram Cléber deixando o condomínio por volta das 20h do dia do desaparecimento, dirigindo o veículo citado.

O desaparecimento

Daiane desapareceu após descer ao subsolo do edifício para verificar uma queda de energia em seu apartamento. Câmeras registraram a corretora entrando no elevador e conversando com o porteiro sobre o problema. Em seguida, há um intervalo de cerca de dois minutos nas gravações, justamente no momento em que ela retorna ao subsolo. Não há imagens que mostrem a vítima saindo do prédio ou voltando para casa.

Outro ponto considerado relevante pela investigação é que Daiane costumava gravar vídeos de seus deslocamentos com o celular e enviá-los a uma amiga. Um desses registros, feito no subsolo, nunca foi localizado.

No dia do desaparecimento, a corretora vestia roupas simples, deixou a porta do apartamento destrancada e não levou pertences pessoais. Ela tinha viagem marcada para Uberlândia (MG) no período do Natal, mas não embarcou nem manteve contato com familiares após aquela manhã.

O caso passou a ser tratado como homicídio após semanas sem notícias da vítima. As prisões ocorreram depois de depoimentos, análises técnicas e cruzamento de informações feitos por uma força-tarefa da Polícia Civil.

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