Síndico e filho seguem presos após custódia por morte de corretora
Justiça manteve prisões de Cleber Rosa de Oliveira e Maicon Douglas após audiência de custódia em Goiânia
atualizado
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O síndico Cleber Rosa de Oliveira e o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, presos pela morte da corretora Daiane Alves de Souza, em Caldas Novas (GO), tiveram as prisões mantidas após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (29/1), em Goiânia.
Ao Metrópoles, o Ministério Público de Goiás (MPGO) afirmou que durante a audiência ficou demonstrado que os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos dentro da legalidade, “sendo que nenhum dos investigados relatou qualquer tipo de abuso, ilegalidade ou coação por parte dos agentes públicos que participaram da operação”. Com isso, a prisão foi homologada e os custodiados seguem presos.
Também foi determinada a condução do porteiro João Vieira Filho, que trabalhava como porteiro do prédio onde o crime teria ocorrido.
Cleber confessou à Polícia Civil, nessa quarta-feira (28/1), o assassinato de Daiane, que estava desaparecida desde 17 de dezembro do ano passado. Segundo a investigação, foi o próprio síndico quem levou os policiais até uma área de mata onde o corpo da corretora havia sido deixado. No local, o corpo foi encontrado em estágio avançado de decomposição.
O Metrópoles entrou em contato com a defesa de Cleber e Maicon. O espaço segue aberto para futuras manifestações.
Síndico confessou crime
O síndico foi preso na madrugada de quarta-feira (28/1), investigado por homicídio. No mesmo dia, o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de participação no crime. Ao chegar à delegacia, Cleber afirmou que o filho “não fez nada”.
Em depoimento, Cleber afirmou que matou Daiane após uma discussão no subsolo do prédio, no dia 17 de dezembro do ano passado, data em que a corretora foi vista pela última vez. Ele disse que agiu sozinho e que, após o crime, colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio.
Essa versão, no entanto, contradiz o primeiro depoimento do síndico. Inicialmente, ele afirmou que não havia saído do prédio naquela noite. Imagens de câmeras de segurança já analisadas pela polícia mostram Cleber deixando o condomínio por volta das 20h do dia do desaparecimento, dirigindo o veículo citado.
Daiane desapareceu após descer ao subsolo do edifício para verificar uma queda de energia em seu apartamento. Câmeras de segurança registraram a corretora entrando no elevador e conversando com o porteiro sobre o problema. Em seguida, há um intervalo de cerca de dois minutos nas gravações, justamente no momento em que ela retorna ao subsolo. Não há imagens que mostrem a vítima saindo do prédio ou voltando para casa.
Outro ponto considerado relevante pela investigação é que Daiane costumava gravar vídeos de seus deslocamentos e enviá-los a uma amiga. Um desses registros, feito no subsolo, nunca foi entregue.
No dia do desaparecimento, a corretora vestia roupas simples, deixou a porta do apartamento destrancada e não levou pertences pessoais. Ela tinha viagem marcada para Uberlândia (MG) no período do Natal, mas não embarcou e não manteve contato com familiares após aquela manhã.
Após semanas sem qualquer sinal de vida, o caso passou a ser tratado como homicídio. As prisões ocorreram depois de oitivas, análises técnicas e cruzamento de dados realizados por uma força-tarefa da Polícia Civil.





















