Ata do PSL aponta Bebianno como responsável por liberar repasses

Presidente da legenda fincou encarregado de distribuir a candidatos os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha

Fernando Frazão/Agência BrasilFernando Frazão/Agência Brasil

atualizado 14/02/2019 17:14

O registro de uma ata de reunião da Direção Nacional do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, determina que a distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) deveria ser chancelada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que presidiu o partido durante a campanha eleitoral de 2018. As informações são do jornal Folha de S.Paulo

A ata revelada pelo jornal registra que os integrantes da cúpula do partido concordaram, no dia 11 de julho de 2018, em Brasília, que os candidatos que desejassem receber verba originária do FEFC teriam de fazer um “requerimento formal, por escrito, à presidência da comissão executiva nacional”.

O documento também registra que “ficou decidido, por unanimidade, que caberá ao presidente da Comissão Executiva Nacional do PSL decidir sobre a distribuição dos recursos”. A primeira assinatura é de Bebianno, que presidiu a reunião. Confira:

Trechos de ata do PSL que foi elaborada antes da campanha de 2018. Documento contradiz Bebianno e o aponta como responsável por repasses a candidatos nos estados

 

Presidente interino
Bebianno presidiu interinamente o PSL no período eleitoral, no ano passado, em substituição ao deputado Luciano Bivar (PE), que se licenciou do posto para concorrer à reeleição para a Câmara. Bivar foi reconduzido à presidência do partido em novembro do ano passado.

O ministro virou o epicentro de uma crise no governo Bolsonaro após reportagem da Folha revelar que candidatas “laranja” receberam verbas do partido.

Para tentar arrefecer a repercussão negativa, o ministro afirmou em entrevista que tinha conversado três vezes com o presidente – que estava internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando da cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal e de uma pneumonia.

Nesta quarta (13/2), o filho de Bolsonaro, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSL), desmentiu o ministro por meio de sua conta no Twitter, divulgando também um áudio em que seu pai diz que não poderia conversar nada além do estritamente essencial. O presidente, após chegar em Brasília, endossou a versão de Carlos ao retuitar a postagem.

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