As pautas paradas no Senado por conta de rusga de Lula e Alcolumbre

Impasse entre os dois presidentes começou quando presidente indicou Jorge Messias ao STF em vez de Rodrigo Pacheco, favorito pelo amapaense

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

BRENO ESAKI/METRÓPOLES
lula-e-alcolumbre
1 de 1 lula-e-alcolumbre - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES

Desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou o ministro da Advocacia-Geral da União (CGU), Jorge Messias, para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), inicou-se uma rusga entre o chefe do Executivo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que preferia o nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para ser ministro da Suprema Corte.

Com isso, houve um nítido embargo quanto às pautas governistas que chegaram à Casa Alta, atrasando projetos que são de interesse do Executivo.

O principal exemplo é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que Alcolumbre ainda não enviou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para ser apreciado.

O presidente do colegiado considerado um dos mais importantes na Casa, Otto Alencar (PSD-BA), disse ao Metrópoles que ainda deve conversar com lideranças partidárias para definir um relator para a matéria.

Teve também a Medida Provisória (MP) n° 1.318/2025, que criava um Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Retada). Esta perdeu a validade, e precisou ser enviada pela Câmara dos Deputados como um projeto de lei. A Casa aprovou a matéria em 25 de fevereiro, com a intenção de seguir diretamente para o plenário do Senado.

Entretanto, líderes do governo foram pegos de surpresa quando Alcolumbre decidiu não pautar o projeto para ser apreciado no mesmo dia. Isso ocorreu porque o presidente da Casa não conseguiu construir um acordo a tempo com os demais líderes partidários.

Em setembro de 2025, o governo do presidente Lula enviou a MP sobre o tema, mas a proposta não obteve consenso no Congresso. Diante disso, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), apresentou um projeto de lei com o mesmo conteúdo.

Agora, o governo revisa a estratégia para viabilizar a aprovação da proposta que concede incentivos fiscais a empresas interessadas em instalar ou ampliar data centers no Brasil. Essas estruturas reúnem servidores e equipamentos responsáveis por armazenar, processar e transmitir grandes volumes de dados digitais.


Rusga entre Lula e Alcolumbre atrasa pautas governistas

  • Indicação de Jorge Messias ao STF abriu atrito entre Luiz Inácio Lula da Silva e Davi Alcolumbre: preferência por Rodrigo Pacheco gerou reação e travou a relação entre Executivo e Senado;
  • Embargo político afetou a tramitação de pautas do governo, com projetos parados ou sem avanço na Casa: a PEC da Segurança Pública nem chegou à CCJ e segue sem relator definido;
  • MP do ReData perdeu validade e virou projeto aprovado na Câmara, mas não foi pautado no Senado: falta de acordo entre líderes levou ao adiamento e obrigou o governo a rever a estratégia;
  • Propostas como o PLP das Emendas Pix e o PL dos supersalários seguem travadas na CCJ desde 2023: texto que limita “penduricalhos” enfrenta impasse e depende de negociação com o Judiciário.

As pautas paradas no Senado por conta de rusga de Lula e Alcolumbre - destaque galeria
3 imagens
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
Presidente do Senado tem segurado indicações de Lula
Lula e Davi Alcolumbre
1 de 3

Lula e Davi Alcolumbre

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
2 de 3

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)

BRENO ESAKI/METRÓPOLES
Presidente do Senado tem segurado indicações de Lula
3 de 3

Presidente do Senado tem segurado indicações de Lula

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Outro projeto parado é o Projeto de Lei Complementar (PLP) das Emendas Pix, que está parada da Secretaria Legislativa do Senado. O texto propõe sobre a utilização dos recusos das emendas parlamentares individuais do tipo de transferencias especiais.

O PL que estabelece um limite aos supersalários veio da Câmara e espera deliberação na CCJ da Casa Alta desde 2023, sob a relatoria do senador Eduardo Gomes (PL-TO). É um substitutivo ao PL n° 6726/2016, e tem como objetivo principal impedir que servidores recebam remunerações acima do teto constitucional.

Atualmente o salário dos ministros do STF está fixado na faixa de R$ 46 mil, e o PL tenta mudar isso através de verbas indenizatórias e auxílios, os chamados “penduricalhos”.

Desde 2021, uma proposta que enquadra “penduricalhos” dentro do teto do funcionalismo está paralisada no Senado. O texto chegou a ser aprovado pelos senadores, mas foi modificado na Câmara e retornou para nova análise.

Como mostrou o Metrópoles, o relator afirmou que pretende se reunir com representantes do Judiciário para buscar um texto de consenso, mas não indicou uma data para o encontro.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?