Armas com jovens que planejavam ataque a escolas em GO são dos pais

Delegado que apura o caso em Montividiu (GO) diz que armas estão regulares e que foram adquiridas pelo pais, com finalidade de autodefesa

atualizado 07/06/2021 18:10

armas apreendidas com adolescentes que planejam ataque a escola em montividiu, goiásPCGO

Goiânia – As armas apreendidas com três adolescentes que, supostamente, planejavam ataques a escolas de Montividiu, cidade que fica no sudoeste de Goiás, a 283 quilômetros de Goiânia, pertencem aos pais e estão regulares, segundo o delegado responsável pelo caso, Adelson Candeo.

Os jovens, todos com 17 anos, foram apreendidos na quarta-feira (2/6), depois que a Polícia Civil de Goiás (PCGO) , com apoio da polícia do Estados Unidos, teve acesso a trocas de mensagens entre eles, com teor que indicava intenção de prática de ataques a colégios da cidade.

Na casa dos adolescentes, foram encontradas duas armas de fogo, duas facas de caça e munições. Apesar de as armas pertencerem aos pais, uma delas, segundo o delegado, estava na posse do filho menor.

“O pai não estava em casa e a arma foi apreendida com o filho”, diz Candeo.

Os menores foram apreendidos, mas liberados em seguida. As armas seguem recolhidas. Os pais foram ouvidos e teriam apoiado a ação da polícia.

“Eles são produtores rurais, e em propriedade rural sempre tem uma arma de fogo ou outra. É muito comum encontrar arma de fogo nesses locais. A finalidade é a autodefesa mesmo”, conta o delegado.

Nas trocas de mensagens, conforme o divulgado na semana passada, os adolescentes chegaram a falar que pretendiam trabalhar para comprar mais armas.

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Crimes

Candeo explica que a manutenção da apreensão dos adolescentes contraria a legislação. Como eles não chegaram a praticar o crime e ficou tudo no âmbito do planejamento, não houve a configuração do ato infracional. “A imputação inicial fica de posse de arma de fogo e um deles tinha uma porção de droga”, revela o delegado.

O caso foi descoberto em ação semelhante a que ocorreu em Goiânia, no último dia 27/5, e também no Distrito Federal no dia 21/5, que contou com auxílio da Homeland Security Investigations, vinculada à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, e da Secretaria de Operações Integradas, do Ministério da Justiça.

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