Araras-canindés voltam a voar livres no céu do Rio após 200 anos

Três araras foram reintroduzidas no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, para ajudar na restauração da Mata Atlântica

atualizado

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Flavia Zagury
Araras-canindés são soltas no Parque Nacional da Tijuca após mais de 200 anos de extinção
1 de 1 Araras-canindés são soltas no Parque Nacional da Tijuca após mais de 200 anos de extinção - Foto: Flavia Zagury

Após mais de 200 anos ausentes da paisagem carioca, as araras-canindés (Ara ararauna) voltaram a voar livres no céu do Rio de Janeiro. Fernanda, Fátima e Sueli foram reintroduzidas no último dia 7 de janeiro no Parque Nacional da Tijuca, em uma iniciativa voltada à restauração ecológica da Mata Atlântica.

A ação foi conduzida pelo Refauna, Organização da Sociedade Civil (OSC), com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de parceiros nacionais e internacionais.

As aves chegaram ao parque em junho de 2025, vindas do Parque Três Pescadores, em Aparecida (SP), e passaram por um período de sete meses de aclimatação e adaptação ao ambiente natural.

O projeto prevê a reintrodução gradual de até 50 araras-canindés ao longo de cinco anos, com o objetivo de consolidar o retorno definitivo da espécie aos céus do Rio de Janeiro.

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Araras-canindés voltam a viver livres no Parque Nacional da Tijuca
Após mais de 200 anos de extinção local, três araras-canindés voltaram a viver em liberdade RJ
Araras-canindés são soltas no Rio de Janeiro
Araras-canindés são soltas no Parque Nacional da Tijuca após mais de 200 anos de extinção
Araras-canindés são soltas no Parque Nacional da Tijuca
Pesquisadores soltam as primeiras araras-canindés no Rio de Janeiro
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Pesquisadores soltam as primeiras araras-canindés no Rio de Janeiro

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Araras-canindés voltam a viver livres no Parque Nacional da Tijuca
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Araras-canindés voltam a viver livres no Parque Nacional da Tijuca

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Após mais de 200 anos de extinção local, três araras-canindés voltaram a viver em liberdade RJ
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Após mais de 200 anos de extinção local, três araras-canindés voltaram a viver em liberdade RJ

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Araras-canindés são soltas no Rio de Janeiro
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Araras-canindés são soltas no Rio de Janeiro

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Araras-canindés são soltas no Parque Nacional da Tijuca após mais de 200 anos de extinção
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Araras-canindés são soltas no Parque Nacional da Tijuca após mais de 200 anos de extinção

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Araras-canindés são soltas no Parque Nacional da Tijuca
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Arara, batizada de Selton, que chegou no Parque em 2025
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Arara, batizada de Selton, que chegou no Parque em 2025

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Arara, batizada como Selton, aguarda mais um tempo para ser solto
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Arara, batizada como Selton, aguarda mais um tempo para ser solto

Flavia Zagury

Nova rotina

Durante esse tempo, as araras passaram por treinamento progressivo de voo, fortalecimento muscular, adaptação alimentar com frutos nativos e redução do contato humano, etapas consideradas essenciais para a sobrevivência em vida livre.

Todo o processo foi acompanhado por monitoramento sanitário e avaliação comportamental constante.

Segundo Lara Renzeti, bióloga do Refauna e coordenadora da reintrodução, o planejamento do projeto começou em 2018 e envolveu desafios significativos, especialmente na área sanitária.

“O período de aclimatação exigiu uma dedicação enorme da equipe. A expectativa é que as araras se adaptem bem e que os cariocas possam voltar a avistar essas aves no céu da cidade”, afirma.

Para o ICMBio, a soltura representa um marco histórico. “Esse momento é esperado há mais de 200 anos. As araras-canindés agora são do Rio, dos cariocas e de todos os brasileiros”, diz Viviane Lasmar, chefe do Parque Nacional da Tijuca. 

Supervisionadas

As araras foram soltas com anilhas, microchips e colares de identificação e seguem sendo monitoradas pela equipe técnica e pela população, por meio de registros enviados pelas redes sociais do Refauna e pelo aplicativo SISS-Geo, desenvolvido pela Fiocruz.

Caso sejam identificados riscos à saúde ou à adaptação, está prevista a possibilidade de recaptura para manejo.

Uma quarta arara, Selton, que chegou ao parque com as demais, ainda aguarda a soltura por estar em período de troca de penas. A expectativa é que ele receba companhia de novos casais a partir de 2026.

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