“Diálogo está vencendo”, diz Motta após virar alvo na crise do IOF

Presidente da Câmara é alvo de campanha que trata da desigualdade na cobrança de impostos no país e tem imagem desgastada

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Hugo motta e ministros de Estado participam da abertura oficial da 26ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios - Metrópoles
1 de 1 Hugo motta e ministros de Estado participam da abertura oficial da 26ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios - Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), gravou um vídeo de prestação de contas em seu perfil no Instagram, neste sábado (5/7). Na filmagem, Motta faz uma autodefesa do trabalho à frente do Parlamento em meio aos ataques que tem sofrido nas redes sociais, diante da crise a respeito do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Vídeo:

 

Na postagem, Motta fala que sabia que seria cobrado na condição de presidente da Câmara e que não se incomoda com isto. Na sequência, ele apresenta uma série de argumentações em defesa do próprio trabalho no cargo. Também destaca que o diálogo é uma marca da sua atuação.

“Nos últimos meses foram mais de 110 sessões, com 118 proposições aprovadas e nenhuma rejeitada. Sabe o que esses números significam? Que mesmo com pensamentos diferentes, o diálogo está vencendo. A gente acelerou a pauta e aprovamos projetos muito importantes para a vida do povo brasileiro”, afirma.

Motta também diz que “além do que já foi para o Diário Oficial, o debate continua firme sobre temas que o Brasil precisa”. Na sequência, o presidente da Câmara cita uma série de temas como Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, reforma administrativa e inteligência artificial.

Apesar de citar alguns assuntos, Motta não menciona uma das principais pautas do governo federal, a isenção do Imposto de Renda para quem tem renda até R$ 5 mil, que está na Câmara. Por fim, ele faz uma autodefesa dizendo que objetivo é defender o que é bom para o país e se contrapor ao que não é.

“O nosso papel é esse: aprovar o que é bom para o país e fiscalizar e combater aquilo que não é. Debater faz parte da democracia, entregar o resultado é nossa obrigação e você pode continuar me cobrando porque atrás de algumas brincadeiras, existe seriedade, trabalho e equilíbrio”, diz Motta.

Motta como alvo

A campanha que se multiplicou nas redes sociais sobre a desigualdade na cobrança de impostos foi personificada no nome de Hugo Motta. Pesquisa da Genial Quaest da última sexta-feira (4/7) mostrou que ele foi citado em 8% das menções críticas relacionadas ao tema. Com isto ele foi a terceira expressão mais citada, atrás de “inimigos do povo”, com 18% e “Congresso da mamata” (13%).

O levantamento apurou que o Congresso teve 61% de menções negativas no monitoramento da Quaest realizado de 24 de junho até a última sexta-feira (4/7) nas redes sociais.

A crise

O governo federal e o Congresso Nacional travam um embate em torno do IOF. A crise começou no dia 22 de maio deste ano, quando o governo federal publicou um decreto estabelecendo a cobrança de IOF em operações e investimentos antes isentos, além de aumentar alíquotas em algumas transações sobre as quais já havia incidência do tributo. Depois disso, houve reação do Congresso e reuniões entre os poderes sobre o tema.

Um acordo chegou a ser divulgado, mas as lideranças da Câmara e do Senado recuaram. Sem um consenso, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), editou um novo decreto sobre o IOF em 11 de junho. No entanto, o ato presidencial foi tornado nulo com a aprovação no Congresso de um decreto legislativo no último dia 25.

Os decretos de Lula e do Congresso foram suspensos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que marcou uma audiência de conciliação entre Executivo e Legislativo.

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