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Brasil

Após operação, Mourão diz que "inquéritos eternos buscam pelo em ovo"

Hamilton Mourão, que foi vice-presidente da República durante a gestão Bolsonaro, afirmou que o país vive uma "situação de não normalidade"

08/02/2024 12:33
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Igo Estrela/Metrópoles.
Vice presidente Hamilton Mourão ao lado do General Walter Braga Netto, ministro da Casa Civil - Metrópoles

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) se manifestou, nesta quinta-feira (8/2), sobre a operação da Polícia Federal (PF) que investiga aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os investigados são suspeitos de montar, de acordo com a corporação, uma organização criminosa que estruturou uma suposta tentativa de golpe de Estado.

O parlamentar gaúcho, que foi vice-presidente da República durante a gestão Bolsonaro, afirmou que o país vive uma “situação de não normalidade”.

“Inquéritos eternos buscam ‘pelo em ovo’, atacando, sob a justificativa de uma pretensa tentatia de golpe de Estado, a honra e a integridade de chefes militares que dedicaram toda uma vida ao Brasil”, escreveu em publicação no X (antigo Twitter).

Mourão também afirmou que “ladrões de colarinho branco são anistiados enquanto a bandidagem comum aterroriza a população que vive sob total insegurança”.

Após operação, Mourão diz que “inquéritos eternos buscam pelo em ovo” - destaque galeria
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Carro da PF na casa de Augusto Heleno, em Brasília
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é um dos alvos da operação
Equipes cumprem 33 mandados de busca e apreensão, inclusive na sede do Partido Liberal (PL), no Setor Hoteleiro Sul (SHS), em Brasília
Busca e apreensão em apartamento de Augusto Heleno, na 305 Norte
PF também mira o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto
Polícia Federal (PF) deflagra Operação Tempus Veritatis, nesta quinta-feira (8/2)
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Polícia Federal (PF) deflagra Operação Tempus Veritatis, nesta quinta-feira (8/2)

Hugo Barreto/Metrópoles
Carro da PF na casa de Augusto Heleno, em Brasília
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Carro da PF na casa de Augusto Heleno, em Brasília

Hugo Barreto/Metrópoles
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é um dos alvos da operação
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Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é um dos alvos da operação

Hugo Barreto/Metrópoles
Equipes cumprem 33 mandados de busca e apreensão, inclusive na sede do Partido Liberal (PL), no Setor Hoteleiro Sul (SHS), em Brasília
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Equipes cumprem 33 mandados de busca e apreensão, inclusive na sede do Partido Liberal (PL), no Setor Hoteleiro Sul (SHS), em Brasília

Hugo Barreto/Metrópoles
Busca e apreensão em apartamento de Augusto Heleno, na 305 Norte
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Busca e apreensão em apartamento de Augusto Heleno, na 305 Norte

PF também mira o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto
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PF também mira o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto

Hugo Barreto/Metrópoles
Policiais encontraram "minuta do golpe" na sede do PL, no edifício Brasil 21, em Brasília
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Policiais encontraram "minuta do golpe" na sede do PL, no edifício Brasil 21, em Brasília

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Polícia Federal deu 24 horas para Bolsonaro apresentar o passaporte
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Polícia Federal deu 24 horas para Bolsonaro apresentar o passaporte

Hugo Barreto/Metrópoles

Operação Tempus Veritatis

Investigações da Polícia Federal (PF) apontam que políticos e militares se aliaram para uma suposta tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. O objetivo, segundo as apurações, era manter Jair Bolsonaro (PL) no poder e colocar em dúvida o resultado das eleições realizadas em 2022.

Além de Bolsonaro, estão na mira da PF nesta quinta o presidente do PL, Valdemar Costa Neto; o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; e ox ex-ministros Walter Braga Netto (Defesa e Casa Civil) e Anderson Torres (Justiça). Dos alvos, ao menos 16 são militares.

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Foram presos Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, e o coronel Marcelo Câmara, ex-ajudante de ordens. Também foram detidos os militares Bernardo Romão Corrêa e Rafael Martins.

São cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão, como a probição de manter contato com demais investigados, proibição de sair do país e suspensão do exercício de funções públicas.