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Brasil

Após meses à deriva, porta-aviões São Paulo é afundado pela Marinha

Apesar dos alertas do Ibama sobre possíveis danos ao meio ambiente, a Marinha decidiu afundar a embarcação

03/02/2023 20:59
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Marinha do Brasil/Divulgação
Foto colorida do porta-aviões São Paulo liderando um comboio de navios - Metrópoles

O porta-aviões São Paulo foi afundado no final da tarde desta sexta-feira (3/2) pela Marinha do Brasil. À deriva há seis meses no litoral brasileiro, a embarcação estava proibida de atracar nos portos do país.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) defendeu que a embarcação que não transportava carga tóxica fosse destinada à reciclagem verde, sem nenhum dano ao meio ambiente.

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Segundo o Ibama, o afundamento da embarcação pode poluir o meio ambiente e impactar na deterioração de ecossistemas que vivem nas proximidades do porto de Suape, em Pernambuco.

A Marinha determinou o afastamento do porta-aviões para aproximadamente 170 milhas náuticas da costa de Pernambuco, em local com profundidade de 5 mil metros.

O Ministério Público Federal pediu à Justiça a suspensão do afundamento do porta-aviões. Entretanto, o pedido foi recusado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) que autorizou a Marinha a realizar o procedimento.

“O procedimento foi conduzido com as necessárias competência técnica e segurança pela Marinha do Brasil, a fim de evitar prejuízos de ordem logística, operacional, ambiental e econômica ao Estado brasileiro”, declarou a Marinha por meio de nota.