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Brasil

Após medidas de reciprocidade, oficial dos EUA deixa o Brasil

Michel Myers trabalhava junto à PF em uma cooperação bilateral. Ele saiu do país depois que o brasileiro Marcelo Ivo foi expulso dos EUA

24/04/2026 09:41, atualizado 24/04/2026 10:45
Reprodução/Ana de Oliveira/AIG-MRE
Palácio do Itamaraty

O funcionário do governo dos Estados Unidos que atuava no Brasil deixou o país por determinação do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).

O órgão adotou medidas de reciprocidade após a expulsão do delegado Marcelo Ivo de Carvalho dos EUA. Segundo o governo, Michel Myers foi embora na quinta-feira (23/4).

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O norte-americano trabalhava junto à Polícia Federal na troca de informações desde 2024, como parte de um acordo de cooperação entre os dois países.

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Marcelo Ivo atuou na prisão do deputado federal cassado Alexandre Ramagem do território norte-americano
O diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, havia determinado, no mês passado, a volta do delegado ao Brasil
Itamaraty criticou os EUA por expulsão
Delegado Marcelo Ivo foi expulso dos EUA
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Delegado Marcelo Ivo foi expulso dos EUA

Divulgação
Marcelo Ivo atuou na prisão do deputado federal cassado Alexandre Ramagem do território norte-americano
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Marcelo Ivo atuou na prisão do deputado federal cassado Alexandre Ramagem do território norte-americano

Redes sociais/Reprodução
O diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, havia determinado, no mês passado, a volta do delegado ao Brasil
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O diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, havia determinado, no mês passado, a volta do delegado ao Brasil

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Itamaraty criticou os EUA por expulsão
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Itamaraty criticou os EUA por expulsão

Reprodução/Ana de Oliveira/AIG-MRE

Marcelo foi expulso dos Estados Unidos, onde atuava como oficial de ligação no Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE), após a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem.

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O governo local acusou o delegado de “manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos de extradição”.

A delegada Tatiana Alves Torres foi designada para assumir a função na Flórida.


Entenda o caso

  • O episódio está ligado à detenção, na semana passada, do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos Estados Unidos.
  • Considerado foragido pela Justiça brasileira, ele havia sido alvo de um pedido de extradição.
  • A Polícia Federal afirmou que a prisão ocorreu com base na cooperação entre os dois países.
  • Já os EUA sustentam que a abordagem ocorreu após verificação do status migratório.
  • Ramagem foi liberado dois dias depois, sem aviso prévio às autoridades brasileiras.
  • Segundo os EUA, o ex-deputado poderá permanecer em solo norte-americano, enquanto aguarda resposta ao pedido de asilo.
  • Ao justificar a expulsão do delegado da PF, o Departamento de Estado americano acusou o brasileiro de tentar “manipular o sistema de imigração” para contornar procedimentos formais de extradição.
  • A medida foi interpretada pelo governo brasileiro como uma quebra de confiança na cooperação bilateral, ponto que agora está no centro da tensão diplomática.

Crise diplomática

O Itamaraty criticou, nessa quarta-feira (22/4), a decisão do governo de Donald Trump de expulsar dos Estados Unidos Marcelo Ivo de Carvalho. Segundo o órgão, a medida não seguiu a “boa prática diplomática” nem respeitou regras de cooperação entre os dois países.

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Em nota, o Itamaraty expôs que o agente brasileiro atuava como oficial com base em um memorando bilateral.

Diante disso, o Brasil decidiu aplicar o princípio da reciprocidade, que prevê a adoção de medida equivalente: a interrupção imediata das atividades de um agente norte-americano em função similar em território brasileiro.