Após fuga de internas, centro de reabilitação é interditado em Goiânia

Segundo polícia, as 53 internas só tinham acesso a um banheiro; em plena pandemia, local não disponibilizava sequer máscaras e álcool em gel

atualizado 21/10/2021 18:22

goias clinica reabilitacao mulheresDivulgação/PCGO

Goiânia – Após a fuga de três internas, um centro terapêutico de reabilitação foi interditado no final da tarde desta quinta-feira (21/10), no Jardim Guanabara, na capital goiana. Ele deve ser investigado por uma série de crimes.

Segundo informações da Polícia Civil de Goiás, por meio da 10ª Delegacia Distrital de Polícia (DDP) de Goiânia, o local abriga 53 mulheres para tratamento de álcool e de dependência química.

De acordo com a corporação, três mulheres fugiram no local e, durante a fuga, uma delas se machucou e procurou a Polícia Civil. Lá, a interna relatou que era vítima de maus-tratos, castigos e torturas, e que funcionários da clínica chegaram a cobrar pela aplicação a vacina contra Covid-19, deixando as internas desassistidas.

Veja o vídeo com relato das vítimas:

Banheiro sem água

De acordo com as internas, para ir ao banheiro é necessário levar uma vasilha, pois não há água para utilizar. Segundo as mulheres, elas eram castigadas na clínica, não conseguiam dormir pelas condições do local e tinha que pagar valores absurdos por produtos.

Após a denúncia, acompanhados da Vigilância Sanitária Municipal, agentes da corporação estiveram no local. A clínica, além de não ter alvará de funcionamento, só tinha um banheiro em funcionamento. Também não tinha extintores de incêndio, e, em plena pandemia, nem máscaras ou álcool em gel.

Vacina

Ainda de acordo com a interna, nenhuma das mulheres abrigadas no centro recebeu a vacina contra a Covid-19. Conforme a denúncia, os administradores do local teriam cobrado R$ 150 para aquelas que quisessem se vacinar.

Devido as várias irregularidades, a Vigilância Sanitária interditou o centro e deu 72h para que os administradores encaminhem as internas para a família ou abrigo. O local já havia sido denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). A Polícia Civil apreendeu documentos e instruirá inquérito policial para apurar os fatos.

Mais lidas
Últimas notícias