Após faltas, CPI do Crime Organizado aprova convocação de Campos Neto
O colegiado tenta ouvir Campos Neto desde 3/3 sobre possíveis falhas na fiscalização bancária que possam ter facilitado a expansão de crimes
atualizado
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou, nesta terça-feira (31/3), um requerimento extrapauta para transformar o convite ao ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto em convocação, o que torna a presença dele obrigatória.
Estava previsto para hoje o depoimento dele ao colegiado, mas Campos Neto conseguiu um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que não fosse obrigado a comparecer no Senado.
O colegiado tenta ouvi-lo desde 3 de março sobre possíveis falhas na fiscalização bancária que possam ter facilitado a expansão de organizações criminosas.
O ex-presidente do BC da gestão de Jair Bolsonaro (PL) e parte do governo Lula 3 enviou resposta à CPI dizendo que estaria disposto a responder por escrito qualquer solicitação.
Outras convocações
A CPI do Crime Organizado também aprovou, nesta terça-feira, as convocações do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha, do ex-governador do Rio de Janeiro (RJ) Cláudio Castro (PL) e de Renato Dias de Brito Gomes, ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central do Brasil, para deporem no colegiado.
Também foram convocados Yan Felix Hirano, suposto facilitador da fase de colocação de recursos ilícitos no sistema financeiro formal, e Macário Ramos Júdice Neto, desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.
