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Paulo Cappelli

Presidente da CPMI do INSS convida Galípolo e Campos Neto para depor

Intenção de Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, é levar Gabriel Galípolo e Roberto Campos Neto para depor na mesma data

18/03/2026 12:59, atualizado 18/03/2026 13:34
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Arte / Metrópoles
CPMI INSS Campos Neto e Galípolo

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), apresentou requerimentos para convidar o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e seu antecessor, Roberto Campos Neto, para depor sobre o esquema de descontos indevidos em pensões e benefícios pagos pela instituição.

De acordo com Viana, a intenção é levar Galípolo e Campos Neto à CPMI na mesma data. “O Master tem relacionamentos que perpassaram os governos que ocuparam o Palácio do Planalto. A meu ver, tanto o ex-presidente do Banco Central, quanto o atual, têm responsabilidades e explicações a dar”, disse o senador.

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Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central
Campos Neto foi diretor do Banco Central durante período em que o Banco Master promoveu fraudes financeiras
Presidente da CPMI do INSS quer ouvir Campos Neto e Galípolo
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HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central
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Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central

Agência Senado
Campos Neto foi diretor do Banco Central durante período em que o Banco Master promoveu fraudes financeiras
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Campos Neto foi diretor do Banco Central durante período em que o Banco Master promoveu fraudes financeiras

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Presidente da CPMI do INSS quer ouvir Campos Neto e Galípolo
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Presidente da CPMI do INSS quer ouvir Campos Neto e Galípolo

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Roberto Campos Neto havia sido convocado para depor no dia 3 de março, mas uma decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), converteu a convocação em convite, tornando o comparecimento opcional. O ex-presidente do Banco Central decidiu não prestar esclarecimentos.

Campos Neto foi convidado novamente na terça-feira (17/3) depois de ser alvo de pedidos de investigação feitos à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

O ex-presidente do Banco Central foi citado em reuniões com Vorcaro e teve seu contato encontrado no celular do banqueiro. As investigações apontam ainda que as operações fraudulentas do Banco Master foram intensificadas durante a gestão de Campos Neto no BC.

“Blindagem”

Autor dos pedidos de investigação contra Campos Neto na PF e na PGR, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) usou suas redes sociais na terça-feira para criticar o que chamou de “blindagem” do ex-presidente do BC.

“Apareceu também, no telefone [de Vorcaro], o nome de Roberto Campos Neto. Eu tenho falado desse sujeito, que tem uma blindagem para proteger o Roberto Campos Neto. É peça central de todo esse processo”, afirmou.

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