
Paulo CappelliColunas

Presidente da CPMI do INSS convida Galípolo e Campos Neto para depor
Intenção de Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, é levar Gabriel Galípolo e Roberto Campos Neto para depor na mesma data
atualizado
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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), apresentou requerimentos para convidar o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e seu antecessor, Roberto Campos Neto, para depor sobre o esquema de descontos indevidos em pensões e benefícios pagos pela instituição.
De acordo com Viana, a intenção é levar Galípolo e Campos Neto à CPMI na mesma data. “O Master tem relacionamentos que perpassaram os governos que ocuparam o Palácio do Planalto. A meu ver, tanto o ex-presidente do Banco Central, quanto o atual, têm responsabilidades e explicações a dar”, disse o senador.
Roberto Campos Neto havia sido convocado para depor no dia 3 de março, mas uma decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), converteu a convocação em convite, tornando o comparecimento opcional. O ex-presidente do Banco Central decidiu não prestar esclarecimentos.
Campos Neto foi convidado novamente na terça-feira (17/3) depois de ser alvo de pedidos de investigação feitos à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
O ex-presidente do Banco Central foi citado em reuniões com Vorcaro e teve seu contato encontrado no celular do banqueiro. As investigações apontam ainda que as operações fraudulentas do Banco Master foram intensificadas durante a gestão de Campos Neto no BC.
“Blindagem”
Autor dos pedidos de investigação contra Campos Neto na PF e na PGR, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) usou suas redes sociais na terça-feira para criticar o que chamou de “blindagem” do ex-presidente do BC.
“Apareceu também, no telefone [de Vorcaro], o nome de Roberto Campos Neto. Eu tenho falado desse sujeito, que tem uma blindagem para proteger o Roberto Campos Neto. É peça central de todo esse processo”, afirmou.







