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Após duas cirurgias, Lula pode deixar UTI ainda nesta sexta-feira

Na quinta, Lula passou por procedimento para retirada de um dreno. Foi a última intervenção prevista para tratar o sangramento na cabeça

Isabella Cavalcante, Daniela Santos13/12/2024 02:00, atualizado 13/12/2024 10:18
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Hugo Barreto/Metrópoles
Imagem colorida do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva

Os médicos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esperam poder liberar o chefe do Executivo da unidade de terapia intensiva (UTI) ainda nesta sexta-feira (13/12). A previsão é que o presidente receba alta hospitalar no começo da próxima semana.

Desde terça-feira (10/12), o petista passou por três procedimentos: trepanação, embolização das artérias meníngeas e remoção de dreno colocado na primeira cirurgia. Este último foi feito na noite dessa quinta-feira (12/12). Segundo boletim divulgado pela equipe médica, o procedimento ocorreu sem intercorrências.

As operações foram consequência de uma pancada na cabeça sofrida por Lula no dia 19 de outubro, quando o presidente sofreu uma queda em casa enquanto cortava as unhas do pé.

Na segunda-feira (9/12), Lula sentiu dor de cabeça e realizou exames ainda em Brasília. Após a avaliação, o titular do Planalto partiu para São Paulo, onde trabalha o médico Roberto Kalil Filho, que lidera a equipe de saúde do petista.

Segundo Kalil, Lula não possui sequelas e está “neurologicamente perfeito“. Desde a viagem para São Paulo, o chefe do Executivo está acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva, e pode receber algumas visitas da família.

O petista não passou o cargo para o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e segue despachando mesmo da UTI, como confirmou o ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais.

A previsão é que Lula retorne para Brasília no início da semana, após a alta. De acordo com Kalil, o chefe do Executivo poderá retomar suas atividades, mas sob alguns cuidados. “O que se espera é que, na próxima semana, o presidente esteja já no Alvorada. Claro, após o procedimento cirúrgico e o que aconteceu, vai se requerer um repouso relativo por algumas semanas, talvez.”

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