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Brasil

Apex se manifesta após Carrefour francês vetar carne do Mercosul

Rede de supermercados divulgou carta aberta a sindicatos na qual disse que não vai mais vender proteína animal do bloco comercial

Repórter de Brasil20/11/2024 22:20, atualizado 21/11/2024 17:16
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Joan Cros/NurPhoto via Getty Images
Imagem de fachada do supermercado Carrefour - Metrópoles

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex-Brasil) se manifestou, por meio de nota, nesta quarta-feira (20/11), após o Carrefour francês vetar a carne produzida nos países do Mercosul. A organização considerou “lamentável” a declaração do CEO da empresa, Alexandre Bompard.

A rede de supermercados anunciou, nesta quarta, que não vai comercializar nenhuma carne produzida nos países do bloco. A manifestação foi feita por meio de uma carta aberta, enviada em resposta às pressões de produtores locais.

A Apex afirmou ainda no comunicado que o Brasil é um importante produtor global e que tem “assegurado” a segurança alimentar de populações dos mais diversos países.

“Entendemos não haver motivos razoáveis para restrições à carne produzida no Mercosul. Seguimos os mais rigorosos padrões sanitários e ambientais, que garantem sua qualidade em todas as operações de venda de proteína brasileira ao exterior”, diz trecho da declaração.

Os produtores da França levantaram suspeitas sobre os padrões ambientais, sociais e de saúde dos produtos originados nos países do Mercosul. Ao que a Apex contraditou.

“É preciso que sejam rechaçadas as suspeitas infundadas e de viés protecionista lançadas sobre a carne do Brasil e dos demais países do Mercosul”, finaliza a nota.

A França passa por protestos em série dos produtores locais. O motivo é o aumento da chance da assinatura de um acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul. Os agricultores franceses consideram haver uma concorrência desleal e já estão no terceiro dia de manifestações.

Pronunciamento

O Carrefour França se pronunciou ao Metrópoles, por meio de nota nesta quinta-feira (21/11). A empresa reforçou que a medida se aplica apenas às lojas na França e, portanto, o produto do Mercosul poderá continuar presente em “todos os outros países onde o Grupo Carrefour opera”.

“Em nenhum momento ela se refere à qualidade do produto do Mercosul, mas somente a uma demanda do setor agrícola francês, atualmente em um contexto de crise”, comunicou a empresa.

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