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Brasil

Apex pede ajuda do Congresso com acordo Mercosul-UE e cita "apreensão"

Presidente da Apex, Jorge Viana, pretende organizar uma comitiva de parlamentares brasileiros para ir à Europa para tratar do assunto

22/01/2026 10:59, atualizado 22/01/2026 11:13
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Reprodução/Twitter
Imagem colorida mostra contêineres em um dia ensolarado; balança comercial

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, afirmou nesta quinta-feira (22/1) que a instituição tem “certa apreensão” em relação ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia, aprovado no início deste ano.

“A gente tem uma certa apreensão com o acordo Mercosul União Europeia, pelo que aconteceu ontem [quarta-feira, 21]”, disse em entrevista coletiva.

Viana se refere ao acionamento, pelo Parlamento Europeu, nessa quarta-feira (21/1), da Justiça em relação ao acordo comercial celebrado entre os dois blocos.

O presidente da Apex adiantou que se encontrou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União). Conforme Viana, planeja organizar uma comitiva de parlamentares brasileiros para se encontrarem com os pares europeus.

Outro compromisso assumido por Alcolumbre, conforme Viana, foi o de atuar para a aprovação do texto internamente.

A estratégia é aprovar o texto do acordo no Parlamento brasileiro para ter isto como uma ferramenta de pressão sobre os europeus. “O nosso lado nós fizemos, agora só falta vocês”, frisou Viana.

A missão parlamentar será realizada em paralelo a uma campanha do governo brasileiro para melhorar a imagem do agronegócio brasileiro. O presidente apresentou uma pesquisa realizada no velho continente na qual a imagem sobre o Brasil, não só no agronegócio, estava ruim.

Viana sustenta que o desmonte da política ambiental e os recordes de queimadas e desmatamento no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram determinantes para a piora na percepção.

O acordo

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi aprovado no último dia 9. Ele deve dinamizar as negociações de produtos entre os dois blocos.

Na prática, o consenso implica a redução de tarifas de importação e exportação, mas também garante medidas de equilíbrio para a competitividade entre os produtos, bem como simplificação de processos aduaneiros e sanitários. No entanto, mesmo com a aprovação há resistências de setores na Europa.

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