Ao lado de Temer, general diz: não se pode ser indiferente à corrupção
Mensagem do comandante-geral, em celebração dos 370 anos do Exército, conclamou o povo a exercer a “vontade nacional” nas eleições
atualizado
Compartilhar notícia

Em cerimônia comemorativa ao Dia do Exército com a presença do presidente Michel Temer (MDB) e do pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL-RJ), na manhã desta quinta-feira (19/4), o comandante da corporação, general Eduardo Villas Bôas, afirmou que “não podemos ficar indiferentes” à banalização da corrupção e à impunidade no país. E conclamou a população a definir, nas próximas eleições, “de forma livre, legítima, transparente e incontestável, a vontade nacional”.
“Não podemos ficar indiferentes aos mais de 60 mil homicídios por ano; à banalização da corrupção; à impunidade; à insegurança ligada ao crescimento do crime organizado; e à ideologização dos problemas nacionais”, escreveu Villas Bôas em mensagem lida no Quartel General do Exército em Brasília. No evento, também estavam presentes os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, que receberam a Ordem do Mérito Militar com outras autoridades, como parlamentares e ministros de Estado.

O general foi alvo de polêmica em 3 de abril, véspera do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF), ao afirmar, em sua conta no Twitter, que o Exército “julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem, de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia”. Disse ainda que a corporação se mantém atenta às suas “missões constitucionais”.

Sobre os 370 anos da corporação no Brasil, disse que a caminhada não tem sido fácil e “registra, como agora, diversos momentos de crise, os quais exigem da sociedade sacrifício, entendimento e coesão”. Ele mencionou ainda a “defasagem salarial de seus soldados em relação às demais carreiras de Estado” e um “orçamento aquém de suas missões”.
Mensagem de Michel Temer também foi lida na cerimônia. O texto remontou a trajetória do Exército no Brasil desde 1648 e, depois, citou o “cumprimento da tarefa de defesa do território nacional nas GLO [missões de Garantia da Lei e da Ordem] sempre à luz da CF [Constituição Federal] e na participação em missões de paz mundo afora”. “Agora mesmo, no Rio de Janeiro, testemunhamos a dedicação do Exército e das demais Forças na missão incontornável de manter a ordem pública naquele estado, que vinha gravemente comprometida pela ação intolerável do crime organizado”, afirmou o presidente da República.
